A Casa Branca já tinha anunciado na última sexta-feira, dia 28 de julho, que Donald Trump iria assinar no decorrer desta semana o decreto-lei que impunha sanções à Rússia. Esta quarta-feira, o presidente norte-americano, promulgou o diploma, de acordo com o New York Times.

Tais sanções, que surgem também em consequência da anexação da Crimeia e devido a ingerência russa na Ucrânia, incidem nomeadamente sobre o setor energético russo.

Além de uma resposta imediata das autoridades russas, elas provocaram igualmente críticas no interior da União Europeia, que teme pelo seu abastecimento de gás e condena uma ação unilateral.

O diploma inclui ainda sanções contra o Irão e a Coreia do Norte.

O executivo norte-americano não escondeu as suas dúvidas antes da adoção das novas sanções pelo Congresso, numa altura em que Washington tenta estreitar as suas muito tensas relações com Moscovo.

Mas os parlamentares norte-americanos aprovaram o seu texto na semana passada quase por unanimidade e Trump decidiu então não o vetar, porque o Congresso facilmente o faria passar apesar da rejeição presidencial, obtendo, numa nova votação do seu projeto de lei, uma maioria de dois terços.

O Presidente promulgou o diploma com as novas sanções longe das câmaras.

“Dissemos claramente que não pensamos que isto beneficie os nossos esforços, mas a decisão é deles e creio que o Presidente a aceita”, disse na terça-feira o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, sobre a votação dos deputados.

A reação da Rússia não se fez esperar, tendo surgido ainda antes da promulgação de Donald Trump, na sexta-feira, quando Moscovo anunciou para breve uma redução drástica da presença diplomática dos Estados Unidos no seu território: Washington deverá reduzir, a partir de 01 de setembro, dos atuais 755 para 455 o número de funcionários efetivos destacados em embaixadas e consulados.

“As relações atingiram o seu ponto mais crítico desde o fim da Guerra Fria e podem deteriorar-se mais ainda”, disse na terça-feira Rex Tillerson, temendo que esse agravamento ocorra com “os acontecimentos desta última semana”.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos terá um encontro bilateral com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, durante o próximo fim de semana, à margem de uma reunião em Manila.

[Notícia atualizada às 17:41]

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