Com início às 09:00 de Lisboa para discussões temáticas, a sexta cimeira UE-UA, que visa revitalizar a parceria entre os dois blocos tendo em conta os novos desafios globais, tem encerramento previsto para as 11:00, com uma cerimónia entre os líderes europeus e africanos.

Esta manhã, o primeiro-ministro português, António Costa, vai copresidir à mesa-redonda consagrada à educação e migrações, na qual participarão, como oradores externos, o diretor-geral da Organização Internacional para Migrações, António Vitorino, e a secretária-geral da Organização Internacional da Francofonia, Louise Mushikiwabo.

Ainda assim, as atenções estão hoje viradas para aquele que é previsto como um dos principais ‘resultados’ concretos desta cimeira e que foi já antecipado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por ocasião da sua visita na semana passada ao Senegal (país que assume atualmente a presidência da UA): um plano de investimentos para África que mobilizará cerca de 150 mil milhões de euros ao longo dos próximos sete anos.

Este é o primeiro plano regional no quadro da nova estratégia de investimento da União Europeia, a «Global Gateway», entendida como uma resposta à ‘Nova Rota da Seda’ - projeto que a China tem já em curso à escala mundial.

Líderes europeus e da UA estiveram reunidos entre quinta-feira e hoje em Bruxelas, na sexta cimeira UE-África, que foi sucessivamente adiada devido à pandemia e tem o intuito de revitalizar uma parceria ameaçada pela presença russa e chinesa no continente africano.

Esta cimeira UE-UA, originalmente prevista para 2020, pôde finalmente acontecer devido à evolução da situação pandémica, que possibilitou a presença em Bruxelas de cerca de sete dezenas de chefes de Estado e de Governo dos dois continentes.

Quase cinco anos depois da anterior reunião de líderes da UE e UA, celebrada em Abidjan em 2017, Bruxelas acolheu a VI cimeira, que contou com a participação de cerca de 70 delegações ao mais alto nível dos Estados-membros das duas organizações, incluindo Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Os países africanos lusófonos estiveram todos representados ao mais alto nível na cimeira, incluindo pelos chefes de Estado da Guiné-Bissau, Moçambique e de São Tomé e Príncipe, o vice-presidente de Angola e o primeiro-ministro de Cabo Verde.

Além dos 27 chefes de Estado e de Governo da UE e dos mais de 40 líderes dos países membros da UA que confirmaram a presença na cimeira, participaram vários responsáveis das mais diversas organizações.

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