Cronista, antropólogo, diplomata e escritor, José Cutileiro foi um dos negociadores da adesão de Portugal à União da Europa Ocidental (UEO) e integrou a equipa de coordenação da Conferência de Paz para a Jugoslávia, em 1992, entre outros cargos ao longo da sua carreira.

Seguem-se as reações à sua morte:

Marcelo Rebelo de Sousa

Em declarações aos jornalistas, enquanto passeava na Ericeira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa, o chefe de Estado referiu que teve a oportunidade de "conhecer muito bem" José Cutileiro, quando "era responsável num órgão de informação onde ele foi um colunista constante", o semanário Expresso.

"Foi, além de um magnífico diplomata, um homem da cultura. Um homem muito inteligente, que escrevia muitíssimo bem, um grande ensaísta, um grande colunista, um grande comentarista, e depois também um grande cronista no sentido de contar a sua vida e a vida dos outros e analisar de forma às vezes impiedosa, mas de forma muito lúcida, muito inteligente a vida nacional", elogiou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, José Cutileiro "fez dos melhores comentários de política internacional, durante muitas décadas".

"Portanto, reconhecemos o seu talento no que escrevia, na forma como escrevia, na maneira como via o mundo, como via a Europa, como via Portugal e o papel de Portugal. Marcou várias gerações, fica aqui o meu testemunho de amizade e de agradecimento", acrescentou.

Ministério dos Negócios Estrangeiros

A morte do embaixador José Cutileiro, hoje, “deixa a diplomacia portuguesa muito mais pobre”, lamentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), elogiando o “profissionalismo, dedicação e o modo como prestigiou o país”.

“Nas várias missões que desempenhou, foi sempre um excecional servidor das causas e dos interesses de Portugal”, lê-se ainda na mensagem, divulgada pelo MNE no Twitter.

“O seu profissionalismo e dedicação, o modo como prestigiou o país no estrangeiro e como ocupou importantes cargos internacionais, são um exemplo para todos os diplomatas”, concluiu.

João Gomes Cravinho

O embaixador José Cutileiro “foi das mentes mais brilhantes dos nossos tempos”, escreveu o ministro da Defesa Nacional e diplomata, João Gomes Cravinho, no Twitter, lamentando a “tristíssima notícia”.

“A generosidade intelectual era imensa; em cada uma das crónicas, através da prosa luminosa e do maravilhoso sentido de humor encontramos autênticas pérolas”, escreveu ainda o ministro.

João Vale de Almeida

O embaixador da União Europeia (UE) no Reino Unido, o diplomata português João Vale de Almeida, destacou a “lucidez penetrante e indomável” do “mestre” José Cutileiro, que morreu hoje aos 85 anos.

“Faleceu o Embaixador José Cutileiro. Amigo e companheiro de lides europeias e estratégicas, com ele aprendi muito sempre que jantávamos em Bruxelas ou lhe falava do outro lado do Atlântico”, escreveu no Twitter Vale de Almeida.

“Lucidez penetrante e indomável, memória, cultura e escrita únicas. R.I.P Mestre”, acrescentou.

João Vale de Almeida alude, com as referências a Bruxelas e Washington, aos tempos em que integrou a Comissão Europeia, como porta-voz, diretor-geral e mais tarde chefe de gabinete de José Manuel Durão Barroso, e em que foi embaixador da UE nos Estados Unidos.

Durão Barroso

O ex-primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso lamentou hoje a morte do “notável diplomata e intelectual” José Cutileiro numa mensagem na sua conta oficial no Twitter.

“Com grande pesar soube da morte de José Cutileiro, notável diplomata e intelectual com quem aprofundei amizade durante dez anos em que foi meu conselheiro especial na Comissão Europeia”, escreveu Durão Barroso.

“Um olhar muito cético sobre o nosso País, essa era a forma como gostava de ser português”, acrescentou.

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