Na última década, 827 jornalistas foram mortos em trabalho, segundo o documento.

As regiões mais atingidas pelo fenómeno são Estados árabes como a Síria, Iraque, Iémen e Líbia, com 78 das 213 mortes registadas entre 2006 e 2015, seguidos da América Latina, segundo o relatório Segurança dos Jornalistas e o Perigo da Impunidade.

A maioria das mortes ocorre, como seria de esperar, em zonas de conflito armado — 59 por cento nos dois últimos anos do período abrangido pelo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Mas, refere o documento, regista-se um alarmante aumento das mortes na Europa Ocidental e na América do Norte, que passaram de zero em 2014 para 11 em 2015.

Os jornalistas nacionais correm muito mais perigo que os jornalistas estrangeiros, perfazendo 90% das vítimas.

No entanto, as mortes de jornalistas estrangeiros aumentaram consideravelmente em 2014, com 17 homicídios contra uma média de quatro nos anos anteriores.

As mortes de jornalistas ‘online’ também aumentaram bastante em 2015, com 21 vítimas, comparadas com duas em 2014. Quase metade dos mortos eram ‘bloggers’ sírios.

Os homens jornalistas são dez vezes mais vítimas de homicídio que as mulheres: 195 para 18 em 2014-15.

“A extensão dos ricos enfrentados pelos jornalistas é demonstrada pelas 827 mortes registadas pela UNESCO ao longo de dez anos”, lê-se no documento.

“A isto, temos de juntar as inúmeras outras violações suportadas pelos jornalistas, que incluem rapto, detenção arbitrária, tortura, intimidação e assédio, online e offline, e apreensão e destruição de material”, acrescenta.

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