Salah Abdeslam foi considerado pelo tribunal correcional de Bruxelas culpado de tentativa de homicídio e por terrorismo.

Segundo a Reuters, Abdeslam foi condenado a 20 anos de prisão, tal como pediam os procuradores — a procuradoria pediu para ambos penas de 20 anos de prisão, com 13 anos sem possibilidade de liberdade condicional. Vinte anos de cadeia é a punição máxima prevista por tentativa de assassínio de agentes da polícia.

“A sua fixação no radicalismo não deixa margem para dúvida”, considerou o tribunal esta segunda-feira.

O francês de 28 anos é o único sobrevivente dos atentados de 13 de novembro de 2015 em França, onde se inclui o ataque à casa de espetáculos Bataclan, e que deixaram 130 mortos. Abdeslam está a ser julgado na Bélgica juntamente com o alegado cúmplice Sofiane Ayari, de 24 anos, por um caso paralelo.

No dia 15 de março de 2016, policiais franceses e belgas foram surpreendidos por tiros durante uma operação de rotina em Bruxelas, integrada na investigação aos atentados de novembro de 2015 em França. Três polícias ficaram feridos e um argelino de 35 anos, que dava cobertura à fuga de Abdeslam e Ayari, morreu.

Abdeslam e Ayari foram detidos três dias depois, em 18 de março, em Molenbeek, uma detenção que os investigadores consideram ter sido o detonador dos atentados de 22 de março na capital belga, que deixaram 32 mortos.

Salah Abdeslam recusou-se neste julgamento a responder às questões do juiz e eventualmente deixou de comparecer no tribunal, não tendo sequer estado presente para ouvir a sentença, assim como Sofiane Ayari.
Abdeslam está detido numa prisão em França, onde aguarda julgamento pelo seu envolvimento nos atentados de Paris em novembro de 2015, reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico.

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