“Os utentes da Linha do Oeste continuam a ser discriminados inaceitavelmente”, criticou ontem a Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO), aludindo à falta de acordo entre a CP e a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) para reduzir tarifas no transporte ferroviário.

Quinze dias depois de terem sido reduzidos os preços dos passes mensais nos transportes rodoviários na área dos 12 concelhos da OesteCim, a comissão emitiu um comunicado em que responsabiliza aquelas entidades “pelo jogo do empurra” que levou a que a medida “não tenha sido adotada, em simultâneo, no transporte ferroviário”.

A falta de acordo “atinge diretamente os utentes da Linha do Oeste - que continuam a pagar pela utilização do transporte ferroviário, muito mais do que os utentes dos autocarros - e atinge a própria Linha que, ao invés de ganhar passageiros com a redução dos passes, tem assim mais um contributo para que a procura se reduza”, sustenta a comissão.

No comunicado, a CPDLO compara “a grande facilidade” que se verificou no acordo com os operadores da rodovia, ao contrário do que aconteceu com a ferrovia, em que “as dificuldades parecem ter começado “logo no diálogo” entre as duas entidades.

Já a CP, empresa pública que “deveria ter uma intervenção dinamizadora e dinâmica neste processo, para que atempadamente se chegasse a um acordo, não demonstra fazer o quer que seja para que o mesmo se concretize e assim potencie o aumento de passageiros na Linha do Oeste”, pode ler-se no comunicado.

Por outro lado, “os presidentes de câmara que dirigem a OesteCim, e que em altura de eleições autárquicas se assumem como os primeiros defensores da Linha do Oeste, acabam por não o ser quando, em momentos cruciais como este, não demonstram a sua preocupação pelo que está a acontecer”, acusa a comissão.

No comunicado, a CPDLO manifesta preocupação “pela hipótese de não haver descontos, no presente ano, na Linha do Oeste”, perspetivando a realização de protestos “para exigir, no imediato, a redução dos passes no transporte ferroviário, na área de influência OesteCim e nas ligações à Área Metropolitana de Lisboa e Comunidade Intermunicipal de Leiria”.

Em comunicado, a OesteCim clarificou que teve lugar ontem uma reunião com a CP, continuando assim o processo de negociações "com vista a concretizar o contrato interadministrativo com esta entidade, matéria que envolve os Ministérios do Ambiente, Infra-estruturas e Finanças", esclarece.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto da CP.

A OesteCim é composta pelos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e por Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.

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