O sacerdote indiano Joseph Palanivel Jeyapaul, de 61 anos, havia sido suspenso pela diocese a que pertencia na Índia há cinco anos, depois de ter sido acusado de abusar de duas meninas quando estava no Minnesota, Estados Unidos.

O religioso foi condenado a uma pena de prisão por agredir uma delas, de 16 anos. No entanto, o Vaticano levantou em janeiro a sua suspensão, seguindo a recomendação de um bispo indiano.

"O levantamento da suspensão equivale a uma justificativa destas ações por parte da Igreja", afirmou à AFP Ranjana Kumari, diretora do Centro de Investigação Social, uma ONG de defesa dos direitos das meninas e das mulheres. A decisão é "totalmente inaceitável", agora que o Vaticano quer erradicar os abusos sexuais por parte do clero, acrescentou.

Jeyapaul havia sido acusado de abusar de duas meninas quando atuava como sacerdote na diocese de Crookston, no Minnesota, entre 2004 e 2005.

Uma das vítimas retirou as acusações e a outra manteve-as. A diocese de Ooty, do estado indiano de Tamil Nadu (sul), suspendeu o sacerdote em 2010. Em 2012 foi detido pela Interpol e extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado a um ano de prisão.

Finalmente foi libertado e devolvido à Índia em junho de 2015. Sebastian Selvanathan, porta-voz da diocese de Ooty, disse que, embora o Vaticano tenha levantado a suspensão de Jeyapaul, o religioso está afastado de qualquer serviço. "Demos-lhe alojamento, mas não terá nenhum papel ativo na Igreja", disse o porta-voz à AFP. A polícia local disse que tentará reunir mais informação sobre o sacerdote, embora tenha esclarecido que não está sob vigilância.

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