“Não esquecendo que este reconhecimento é transitório e apenas aplicável ao período de greve, a ARAN continuará a desenvolver esforços para que a atividade de pronto-socorro, como serviço prioritário de interesse público, venha a ser de caráter definitivo”, reforça a associação, em comunicado.

A ARAN esclarece que “relembrou e alertou o Governo para o facto de serem as empresas de pronto-socorro que prestam pronta assistência em estrada, a veículos acidentados, avariados ou outros que não possam circular na via pública, bem como em eventual situação de greve, àqueles que possam vir a ficar imobilizados devido à falta de combustível”.

Essa pretensão acabou por ser salvaguardada pelo Governo na resolução do Conselho de Ministros de sexta-feira em que foi declarada a situação de crise energética desde as 23:59 desse dia até às 23:59 de dia 21 de agosto.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), a que se associou o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Os motoristas reivindicam que a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) cumpra o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100%, racionou os abastecimentos de combustíveis e declarou crise energética, que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, declarou também na sexta-feira “situação de alerta” no continente até às 23:59 de 21 de agosto, e convocou uma reunião de emergência da Comissão Nacional de Proteção Civil para hoje.

Estas medidas extraordinárias são justificadas pela anunciada “greve dos combustíveis” e pela possibilidade de “serem afetados bens e serviços absolutamente essenciais à população”.

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