“Sabemos que a nossa oração é importante para nós e para os que estão à nossa volta e no outro lado do mundo”, disse o prelado madeirense numa das missas programadas hoje na Madeira pela paz na Venezuela, onde foram recolhidos, através da Venexos, a associação que apoia imigrantes daquele país, alimentos, medicamentos e dinheiro para enviar para a Venezuela.

O bispo vincou que a oração é essencial “para que se evite um banho de sangue” na Venezuela, sublinhando que esta situação “é um risco diário e constante naquele país”.

O responsável da igreja católica madeirense defendeu que, depois da oração, todos devem fazer “o que está ao seu alcance através das organizações que ajudam e trabalham para fazer chegar a ajuda aquele país ou individualmente, procurando canais para isso”.

“É o momento de rezar, de agir e de ajudar”, vincou.

Hoje realizaram-se missas pela paz em diversos pontos da ilha da Madeira e ações de recolha nas freguesias de S.Jorge (Santana), Loreto (Calheta) Paróquia da Sagrada Família e Igreja do Colégio no Funchal.

A responsável da Venexos, Aura Gonçalves, disse à agência Lusa que o balanço desta ação deve estar inventariado na quarta-feira, devendo seguir a ajuda na quinta-feira.

Quanto aos alimentos, referiu que seguem via marítima, enquanto os medicamentos são enviados por avião.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou mais de 40 mortos e cerca de mil detenções, incluindo menores, de acordo com várias organizações não-governamentais e o parlamento venezuelano.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

A Madeira tem uma grande de comunidade de emigrantes na Venezuela, tendo cerca de 6.000 regressado à região de acordo com os dados do Governo Regional.

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