“Há um distúrbio (perturbação) devido à guerra económica induzida, à guerra económica de atores identificados” disse durante um ato governamental transmitido pela televisão estatal venezuelana.

Nicolás Maduro explicou que o “mapa” está identificado mais claramente, “os oito ou dez atores económicos que estão por detrás das perturbações que houve no mês de julho”.

“Estão muito bem identificados, com nomes e apelidos”, frisou.

Nicolás Maduro acusou ainda esses atores económicos de influenciar “o valor real da moeda” venezuelana, o bolívar forte, que continua a desvalorizar-se oficialmente, que hoje se cotava a 4.734.678,90 por cada euro.

“Estão identificados e fazem parte de um plano (…) hoje temos mais capacidades para neutralizá-lo e dei ordens para os chamar um a um. Não me interessa que apelido têm, porque alguns pensam que têm apelidos intocáveis. Não há intocáveis em nenhum dos apelidos da oligarquia na Venezuela. Não há intocáveis, nenhum dos apelidos”, repetiu.

Nicolás Maduro frisou ainda que “quem se julgue intocável está bem enganado”, insistindo que estão devidamente identificadas as últimas perturbações, os grupos económicos e o porque atuam como tal.

“A revolução bolivariana tem afinado os mecanismos para enfrentar as muitas formas de ação da guerra económica contra o povo (venezuelano). Temos ido atuando, até atingirmos o nível ótimo de equilíbrio, que é a meta que temos”, disse o Chefe de Estado.

Entre os objetivos apontou “atingir o nível ótimo de equilíbrio na produção, nos atores económicos, na distribuição, no abastecimento e sobretudo na fixação de preços”.

Para Maduro, a “fixação dos preços” é “um dos elementos mais afetados e perturbados pela guerra económica” a que o país resiste e que vai derrotar “completa e definitivamente”.

Em 20 de julho último, a vice-Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de um grupo de trabalho com empresários privados da Venezuela para substituir as importações de produtos por produção nacional.

“O Presidente Nicolás Maduro pediu-me para fazer o seguinte anúncio: estabelece-se uma mesa [de trabalho] entre o Governo nacional e o setor privado para que tragam produtos que possam ser utilizados para substituir as importações por produtos nacionais, e nessa base desenvolver políticas para impulsionar a produção nacional”, disse.

Delcy Rodríguez, que também é ministra de Economia e Finanças, falava durante a sessão de abertura da 77.ª Assembleia Anual da Federação de Câmaras de Comércio da Venezuela (Fedecamaras), a que assistiu como convidada especial.

A governante explicou que a mesa de trabalho faz parte das ações governamentais para garantir o fortalecimento da produção nacional e substituir as importações, sendo necessária “a participação dos setores económicos privados para desenvolver as potencialidades produtivas que a Venezuela tem”.

Segundo Delcy Rodríguez, “é difícil compreender” o que acontece atualmente no país, “porque não se pode entender a economia venezuelana sem entender que é uma economia sob assédio e agressão económica externa”.

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