Os dados foram divulgados pelo presidente da Codevida, Francisco Valência, em Genebra, Suíça, durante uma reunião na ONU, em que alertou que 55% das crianças venezuelanas, com menos de cinco anos de idade, padece de subnutrição.

"A crise, na Venezuela, tem consequências devastadoras para o bem-estar da população e no usofruto dos seus direitos (...), os níveis de insegurança alimentar são altíssimos", enfatizou.

Os dados, explicou, têm como fontes o Centro de Direitos Humanos da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), a Cáritas e a Organização Panamericana da Saúde.

Por outro lado, Eduardo Trujillo, da UCAB, precisou que mais de oito milhões de venezuelanos comem "duas ou uma vez por dia, e o que ingerem não é nutritivo".

A crise, a escassez e os altos preços dos produtos fizeram com que "em média os venezuelanos tenham perdido 11 quilogramas de peso, em 2017", acrescentou.

Por outro lado, ambos os responsáveis explicaram que na Venezuela não há distribuição regular de água potável, falta a eletricidade e a inflação é de 233%, o que fez com que 2,3 milhões de pessoas tenham abandonado o país.

A crise, segundo a Codevida, provocou a migração de 50% dos trabalhadores hospitalares, sobrecarregando de trabalho as enfermeiras que não emigraram, enquanto que milhares de pacientes não recebem tratamento adequado pela falta de medicamentos e materiais médicos no país.

Por outro lado, ressurgiram doenças que já estavam controladas como o sarampo e a malária.

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