Segundo Nicolás Maduro, com este aumento, o salário mínimo base dos venezuelanos passa a ser de 65.021,04 bolívares (84 euros) e o subsídio de alimentação de 135.000,00 bolívares (174 euros), totalizando 200.021,00 bolívares (258 euros à taxa de câmbio oficial Dicom).

O anúncio foi feito no programa radiofónico e televisivo “Os domingos com Maduro”, transmitido através da televisão e rádio estatais, durante o qual explicou que os “cesta tickets” (subsídios de alimentação) deixam de ser pagos por via eletrónica.

“Que seja depositado em bolívares para que ninguém roube o ‘cesta ticket’ de ninguém”, disse.

Os reformados e pensionados vão receber mensalmente um “bónus” de 30%, totalizando 84.527,40 bolívares (109,30 euros), sem direito a subsídio de alimentação.

Esta é a terceira vez que aumenta o salário mínimo dos venezuelanos, a primeira foi em janeiro e a segunda em fevereiro.

Fontes não oficiais referem que a Venezuela registou, em 2016, pelo menos 550% de inflação e que em janeiro e fevereiro deste ano o índice de preços ao consumidor subiu 45%.

A população queixa-se da falta de alguns produtos básicos. É no entanto possível encontrar nos supermercados mercadorias importadas a preços inacessíveis para grande parte da população.

Um pacote de 500 gramas de massa custa cerca de 4.500 bolívares (5,81 euros), um quilograma de açúcar 8.000 bolívares (10,34 euros), e uma barra de 200 gramas de manteiga 8.500 bolívares (10,99 euros).

O Governo distribui alimentos a preços subsidiados em algumas zonas mais pobres do país, distribuindo também, quinzenalmente, cabazes com produtos alimentares.

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