“É um passo muito importante o que sucedeu no dia de hoje, que uma missão independente determine que na Venezuela a violação dos direitos humanos é uma política de Estado”, disse à agência noticiosa Efe o deputado da oposição Miguel Pizarro, designado por Juan Guaidó — reconhecido como presidente interino por meia centena de países — como representante na ONU.

“É importantíssimo sobretudo por esse nosso esforço de determinar as responsabilidades individuais e as cadeias de comando nos abusos e todas as tropelias que ocorreram na Venezuela”, acrescentou.

Pizarro disse ainda que o relatório “é um passo na direção correta no longo caminho” para a justiça para as vítimas, e permite “estabelecer os abusos” de diversos corpos de segurança do Estado venezuelano, que acusou de “braços de extermínio” e de “perseguição”.

“Isto volta a traçar a ditadura [de Nicolás Maduro] tal como é: um regime opressor que utiliza as forças do Estado (…) para silenciar a dissidência, a oposição, quem pensa de forma diferente”, prosseguiu Pizarro.

Os crimes identificados pela missão designada pela ONU incluem execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e tortura, num conjunto de 223 casos que foram investigados, apesar de o Governo venezuelano não ter autorizado a entrada no país dos seus membros.

Estes casos estão relatados num relatório de 411 páginas revelado hoje pela jurista portuguesa Marta Valiñas, que dirige a equipa de investigadores, num total de 2.891 casos, que “longe de serem isolados, foram coordenados e cometidos em conformidade com as políticas estatais”.

Por sua vez, Guaidó disse na sua conta Twitter que este relatório “faz mover o tabuleiro” a favor da luta da oposição “pela liberdade e justiça para as vítimas”.

“O relatório da Missão da ONU não deixa qualquer dúvidas: Maduro é um criminoso que para além de apoiar o narcotráfico e o terrorismo, comete delitos de lesa humanidade”, apontou na sua mensagem.

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