Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRSN) adianta que, depois do protesto do passado dia 17 de julho, os trabalhadores “decidiram realizar nova greve de protesto dia 21 de agosto, com concentração à porta do Hospital Luz Arrábida Gaia e distribuição de um comunicado aos utentes a partir das 08:00”.

Em causa está a decisão do grupo Luz Saúde de transferir os trabalhadores do ‘call center’ do Hospital Luz Saúde Gaia, anterior Hospital da Arrábida, para o Hospital Luz Saúde Póvoa de Varzim, afirmando o sindicato que estes funcionários foram "intimados a apresentarem-se dia 4 de setembro" na Póvoa.

Segundo o sindicato, “há um grupo de trabalhadores que se viu forçado a aceitar a transferência, com medo de perder o emprego”, mas os restantes funcionários “já responderam recusando a transferência”.

Em comunicado enviado em julho, o Grupo Luz Saúde garante contudo terem sido asseguradas aos trabalhadores “as melhores condições de adaptação ao novo local de trabalho”, nomeadamente “transporte dedicado e incentivos financeiros”, estando o processo de transferência “a decorrer dentro da normalidade”.

Assegurando que os trabalhadores que operavam no ‘call center’ do Hospital da Luz Arrábida “foram, na sua quase totalidade, integrados” no novo serviço instalado na Póvoa de Varzim, o Grupo Luz Saúde diz ter decidido investir na construção de um novo ‘contact center' para servir unidades no norte do país, nomeadamente os hospitais Arrábida (Gaia), Póvoa de Varzim, Amarante e Vila Nova de Cerveira.

O grupo estima que o novo serviço comece a operar plenamente a partir de setembro.

De acordo com o sindicato, os trabalhadores e entendem que a Luz Saúde “não alegou nenhum motivo de força maior ou imperativo para proceder à transferência do local de trabalho”, sendo que “a gestão do ‘call center’ da Póvoa de Varzim vai ser assegurada por uma empresa que desconhecem e com a qual nunca tiveram nenhum contrato”.

Adicionalmente, dizem, “ao contrário do alegado, a Luz Saúde não vai concentrar a atividade de ‘call center’ no Hospital Luz da Póvoa de Varzim, pois esta atividade vai continuar noutros hospitais do grupo, como é o caso do Hospital da Luz Guimarães”.

Por outro lado, os funcionários afetados alegam que “o novo local de trabalho dista mais de 40 quilómetros” do atual e “não há transportes públicos acessíveis e com horários adequados da estação do metro da Póvoa de Varzim para o Hospital da Luz Póvoa de Varzim”: “Alguns trabalhadores para entrarem ao serviço às 08:00 na Póvoa vão ter de sair de casa às 05:30 e vão chegar a casa depois das 19:00”, garantem.

Entre os argumentos dos trabalhadores está ainda o facto de que “não podem suportar os custos com transporte, por serem muito avultados” e os “prejuízos sérios” causados pela transferência, que consideram por “em causa o direito constitucional à conciliação da atividade profissional com a vida pessoal e familiar”.

Na greve realizada em julho aderiram dez trabalhadores, sendo que os restantes 12 ou já assinaram novo contrato ou aceitaram a transferência, segundo o sindicato.

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