A autarquia acabou por optar pela requalificação da degradada escola secundária e vai agora estudar se será possível incluir um módulo na obra para juntar os cerca de 500 alunos que frequentam os diferentes níveis de ensino.

O município tem assegurada, de fundos comunitários, uma verba de 2,7 milhões de euros e chegou a aumentar o valor da obra até 3,75 milhões de euros, mas depois de três concursos em dois anos, nenhuma empresa de construção civil se mostrou interessada.

No primeiro concurso não houve concorrente, no segundo, uma empresa ganhou, mas não quis fazer o trabalho, argumentando, segundo o autarca, que o preço mudou devido à conjuntura do mercado.

O processo foi parar a tribunal e a Câmara lançou, em setembro, o terceiro concurso, que ficou mais uma vez deserto.

O presidente considerou “insustentável” continuar a subir o preço base para a obra e avançou para a alternativa, depois de conversações com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) e a DGESTE- Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

Luís Fernandes explicou que estão a decorrer os estudos para apresentar nova candidatura até 21 de dezembro por forma a assegurar que o município não perde os 2,7 milhões de euros que já tinham sido alocados a esta obra.

Só depois de feita a avaliação para esta candidatura é que a Câmara irá decidir se vai juntar todos os alunos na escola secundária. A decisão está dependente de saber se a verba existente é suficiente para, além da requalificação do atual edifício, construir mais um módulo para os alunos do primeiro ciclo.

A oposição no executivo liderado pelo PS já tinha defendido publicamente a alteração do projeto e anunciado que iria propor em reunião de Câmara, através dos vereadores da coligação PSD/CDS-PP, que, em vez de um novo centro escolar, fosse feita a reabilitação das escolas existentes.

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