Após ser recebido com uma ovação de pé de centenas de deputados que encheram os bancos da Câmara dos Comuns, Zelensky agradeceu a “ajuda dos países civilizados” e do primeiro-ministro, Boris Johnson, mas disse que é necessário mais.

“Por favor, aumentem a pressão das sanções contra aquele país [Rússia] e reconheçam este país como um estado terrorista. E, por favor, garantam que os nossos céus ucranianos são seguros. Por favor, certifiquem-se de que fazem o que precisa de ser feito”, disse.

Zelensnky prometeu que os ucranianos vão continuar a lutar contra “um dos maiores exércitos do mundo”.

“Não vamos desistir e não vamos perder. Vamos lutar até ao fim no mar, no ar, vamos continuar a lutar pelo nosso solo, seja qual for o custo. Vamos lutar nas florestas, nos campos, nas margens, nas ruas”, disse.

No final, Boris Johnson elogiou a coragem dos ucranianos envolvidos na defesa do país contra a invasão russa e reiterou a determinação em ajudar a Ucrânia, com armas, “apertando o nó económico” com sanções, incluindo o fim da importação de petróleo russo.

“Vamos usar todos os métodos que pudermos – diplomáticos, humanitários e económicos – até que [o presidente russo] Vladimir Putin falhe neste ataque desastroso e a Ucrânia seja livre mais uma vez”, concluiu.

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, manifestou admiração por Zelensky ter ficado no país para lutar e reiterou o apoio ao Governo na aplicação de sanções e outras medidas, enquanto o líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, sugeriu que o Presidente ucraniano seja distinguido com o título de “cavaleiro honorário”.

A intervenção foi inédita já que quando líderes estrangeiros são convidados a discursar no parlamento britânico fazem-no pessoalmente e os próprios deputados estão impedidos de participar nos trabalhos remotamente.

O discurso, em ucraniano, foi transmitido em ecrãs instalados na câmara e traduzido simultaneamente, o qual foi escutado pelos deputados através de auscultadores.

Zelensky fez uma intervenção virtual no sábado para o senado norte-americano, na qual urgiu a NATO a fazer cumprir uma zona de exclusão aérea na Ucrânia para reduzir os ataques da Rússia, mas o Reino Unido tem resistido a esta hipótese devido ao risco de agravar o conflito para uma guerra à escala mundial.

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