Premonição a abrir a temporada

Tudo começou como muito provavelmente irá acabar. Estavam apenas sete minutos jogados no primeiro jogo da edição 2019-20 da Premier League e já duas equipas ocupavam as posições que têm até data — e que, muito provavelmente, ocuparão no final do campeonato. Com apenas sete minutos jogados já o Liverpool era primeiro e o Norwich último classificado. Um auto-golo de Grant Hanley marcava o ritmo de uma época de sonho para os Reds e uma época para esquecer para os Canários.

As 18 vitórias seguidas e os 44 jogos imbatíveis do Liverpool

Esta foi mesmo a época do Liverpool. Não só se irá sagrar campeão em breve, como o fez em grande estilo. Numa época em que dominou o futebol nacional, europeu e até mundial —  com a conquista do Campeonato do Mundo de Clubes — nesta edição da Premier League conseguiu também uma incrível sequência de vitórias, dezoito no total, igualando o recorde obtido numa temporada pelo rival Manchester City.

E se as vitórias consecutivas foram impressionantes, o que dizer dos 44 jogos imbatíveis? Uma sequência que parecia não ter fim e que por pouco não igualou o atual recorde do Arsenal, que conseguiu 49, de maio de 2003 a outubro de 2004.

A consistência e solidez do Burnley

Se estamos a falar de séries de jogos sem perder, temos de fazer uma menção honrosa ao Burnley. Até a época ser suspensa, o clube de Lancashire conseguiu uma sequência impressionante de sete jogos sem perder, feito esse que persiste e que será colocado à prova dentro de 10 dias, a 22 de junho, frente ao poderoso Manchester City.

créditos: EPA/PETER POWELL

O imbatível Bruno Fernandes

Desde a sua chegada ao United que o clube ainda não perdeu. Cinco jogos, três vitórias e dois empates. Jogador do mês de dezembro e um elemento já unânime, não só entre os adeptos dos Red Devils, como para toda a Premier League. O génio e a consagração do jogador português proporcionaram dos momentos mais altos da época e vieram dar uma nova vida a um United em fase de reconstrução. Com dois golos e três assistências até ao momento, espera-se que Bruno Fernandes esteja só a aquecer e que se torne, em breve, numa lenda do histórico clube inglês.

Quando o Watford veio em auxílio do Arsenal

Infelizmente, e mais uma vez, as notícias positivas relativas ao Arsenal não vêm de feitos do clube, já que não tem conseguido manter a consistência necessária nos últimos anos para navegar nos lugares de topo da liga de forma assertiva. Os Gooners, alcunha dos adeptos do Arsenal — não confundir com Gunners, alcunha do próprio Arsenal —, respiraram de alívio a 29 de fevereiro passado quando o Watford colocou fim à impressionante série de vitórias do Liverpool. Foi assim colocado um ponto final nas esperanças do Liverpool acabar a época campeão sem perder um único jogo, igualando ‘Os Invencíveis’ comandados por Arsène Wenger na temporada 2003-04.

Os habituais despedimentos

Não tanto pelo lado positivo, os habituais despedimentos. Começámos muito cedo, logo em setembro, com o Watford a prescindir dos serviços de Javi Gracia mas tivemos que esperar até 19 de novembro para vermos o Tottenham despedir Mauricio Pochettino. Seguiram-se Unai Emery, Quique Flores — novamente no Watford — Marco Silva e Manuel Pellegrini do West Ham, todos eles em dezembro. Conhecendo bem a tradição da liga e aproximando-nos dos momentos de decisão da mesma, não será surpresa ver o tradicional jogo das cadeiras nas jornadas que se seguem.

A goleada do ano

De volta a uma época extraordinária, o Leicester de Ricardo Pereira proporcionou um dos momentos da época até ao momento. Uma esmagadora vitória por nove bolas a zero frente ao Southampton e na casa do adversário. Foi a 25 de novembro e curiosamente não levou, felizmente, a despedimentos. Para o Leicester, este seria o segundo jogo de uma também incrível série de 9 jogos sem perder, das quais 8 foram vitórias consecutivas. Um período da temporada que despontou as Raposas para a extraordinária época que fizeram até ao momento, assegurando, à vigésima nona jornada, um brilhante terceiro lugar.

Golo que vem à memória

O incrível golo de Son frente ao Burnley a fazer lembrar os tempos de Ronaldo “O fenómeno”.

Os carrascos do Manchester City

Não é todos os dias que o Manchester City, desde a chegada de Pep Guardiola, perde um jogo, quanto mais perder dois para a mesma equipa. Pois nesta edição aconteceu por duas vezes. Os carrascos foram o Wolves, de Nuno Espírito Santo, e o United, de Bruno Fernandes. Não conseguindo amealhar um só ponto nos quatros jogos disputados frente a ambas as equipas nesta edição da Premier League, veio ajudar a cimentar a distância para o futuro campeão Liverpool.

VAR, a origem de muitas polémicas

De entre todos os clubes, justiça seja feita, o Wolves tem sido quem mais sofreu com a introdução do sistema de video-árbitro. De todas as decisões saltam à vista as quatro desfavoráveis no espaço de apenas três dias e frente a clubes que os Lobos têm tendência a conseguir bons resultados: Manchester City e Liverpool. Vamos esperar que a paragem seja positiva para o Wolves e a sua falta de sorte com as novas tecnologias.

Na próxima semana na Premier League

A liga inglesa volta, como referido acima, na próxima quarta-feira dia 17, mais precisamente pelas pelas 18h00, com o Aston Villa a receber o Sheffield United. Seguido do campeão em título Manchester City, que recebe o Arsenal, naquele que é o jogo grande da jornada às 20h15. De recordar que estes dois encontros colocam igualdade no número de partidas jogadas por todas as equipa da liga. Dois dias depois, já com todas as equipas com 29 partidas disputadas, começam as derradeiras nove jornadas que faltam jogar para o término da Premier League.

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