“Como parte dos nossos acordos com a AMA, a reunião do grupo de especialistas técnicos foi realizada para discutir métodos e mecanismos de transferência de amostras", revelou o Ministério do Desporto, citado pela agência TASS.

Segundo informa o ministério, “os especialistas apresentaram a sua visão das próximas ações (...) e, conforme o combinado, tiveram acesso ao laboratório", num encontro entre três representantes da AMA e outros tantos das autoridades russas.

Durante os próximos dias ou semanas, a AMA vai extrair milhares de dados antidoping do antigo laboratório de Moscovo, cenário de uma megafraude envolvendo a máquina do Estado russo, de acordo com pesquisas internacionais, incluindo a do jurista canadiano Richard McLaren.

A AMA confia nesses dados para eventualmente estabelecer uma lista de amostras a serem reanalisadas e depois encaminhar os arquivos para as Federações Internacionais para que estas eventualmente abram processos disciplinares.

Em 20 de setembro, o comité executivo da AMA retirou a suspensão da agência antidoping russa, a Rusada, três anos depois de lhe ter imposto as sanções.

A AMA, que ainda não se manifestou quanto à visita, exige à Rússia a entrega dos dados brutos dos testes antidoping do laboratório de Moscovo até 31 de dezembro, sob pena de decidir por novas sanções.

Nesse dia, o antigo diretor do laboratório de Moscovo Grigory Rodchenkov, um dos principais denunciantes do esquema de dopagem institucionalizado na Rússia, com conhecimento e apoio estatal, qualificou a decisão da AMA de “a maior traição jamais feita contra a história olímpica e os atletas honestos”.

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