Aos 63 minutos, o ‘capitão’ do Benfica saltou mais alto, após canto marcado na esquerda por Giovani Lo Celso, e bateu Alisson com um cabeceamento imparável, num jogo que começou com meia hora de atraso devido a cenas de violência nas bancadas.

Cinco dias depois do desaire por 2-0 na receção ao Uruguai, a campeã mundial Argentina voltou a mostrar que não está num bom momento e fez um jogo pouco conseguido, mas, ainda assim, conseguiu bater os ‘canarinhos’, em indisfarçável crise.

No que terá sido o último embate oficial do interino Fernando Diniz à frente da seleção, o Brasil somou a primeira derrota em casa de sempre em eliminatórias, após 64 jogos, o terceiro desaire consecutivo e o quarto jogo sem ganhar.

Tudo contabilizado, os ‘canarinhos’, que deverão ser comandados em 2024 pelo italiano Carlo Ancelotti, somaram apenas três triunfos em 2023, contra cinco derrotas, em nove jogos.

Muitos desfalcados, de Neymar, Vinicius Júnior ou Casemiro, o Brasil entrou demasiado agressivo, no limiar da violência, e três dos seus jogadores foram ‘amarelados’ na primeira parte, com Gabriel Jesus e Raphinha a arriscarem a expulsão.

Numa primeira parte muito tensa, o único momento futebolístico aconteceu já aos 44 minutos, com Romero a evitar o golo de Martinelli, na sequência de um canto.

Após o intervalo, o Brasil entrou melhor e ameaçou por Raphinha (54 minutos) e Martinelli (58), mas ‘Dibu’ Martínez respondeu em ‘grande’ na baliza argentina e, do outro lado, após uma primeira jogada ofensiva, Otamendi faturou após canto de Lo Celso.

Na última meia hora, os ‘canarinhos’ ainda tentaram evitar o desaire, mas a Argentina, mais experiente, não teve grandes dificuldades em segurar a vantagem, sendo que, aos 81 minutos, o Brasil ainda perdeu Joelinton, expulso por alegada agressão.

Antes, aos 78 minutos, Lionel Scaloni substituiu um desinspirado Lionel Messi e lançou Ángel Di María, que, em 10 de julho de 2021, tinha marcado no mesmo local o golo do triunfo (1-0) sobre o Brasil na final da Copa América.

Os argentinos seguraram a liderança da zona sul-americana de apuramento para o Mundial2026, com 15 pontos, mais dois do que o Uruguai, de Marcelo Bielsa, que voltou a mostrar o seu excelente momento, ao bater em casa a Bolívia por 3-0.

O ex-avançado benfiquista Darwin Núñez foi a grande figura do encontro, ao conseguir um ‘bis’, aos 15 e 71 minutos, antes de ser substituído por Luis Suárez, aos 73. Pelo meio, aos 39, Gabriel Villamil marcou na baliza ‘errada’.

Darwin Núñez faturou pelo quarto jogo consecutivo, depois do penálti, aos 90+1 minutos, que valeu um empate (2-2) na Colômbia, o tento que inaugurou o marcador na receção ao Brasil (2-0) e o que encerrou o triunfo na Argentina (2-0).

A Colômbia (terceira, com 12 pontos) também se manteve em alta, somando o segundo triunfo consecutivo e o sexto jogo a pontuar, ao vencer por 1-0 no Paraguai, graças a uma grande penalidade convertida logo aos 11 minutos por Rafael Santos Borré.

Pelo mesmo resultado, o Equador contabilizou o quinto jogo consecutivo a pontuar, ao receber e bater o Chile por 1-0, com um tento de Ángel Mena, aos 21 minutos, na recarga a uma defesa incompleta de Brayan Cortés a remate de Kendry Paez.

No encontro que fechou a ronda, o Peru esteve a vencer a Venezuela, com um tento de Yoshimar Yotún, aos 17 minutos, mas os forasteiros lograram resgatar o quinto jogo seguido sem perder, graças a um tento de Jefferson Savarino, aos 54.

Os venezuelanos são quartos classificados, com nove pontos, contra oito dos equatorianos e sete dos brasileiros, que seguem apenas no sexto lugar, o último que vale o acesso direto ao Mundial, prova que o Brasil — e mais nenhum outro — nunca falhou.

O Paraguai ocupa o sétimo lugar, de apuramento para um ‘play-off’ intercontinental, com cinco pontos, os mesmos do Chile, oitavo. A Bolívia segue no nono posto, com três, e o Peru no 10.º e último, com apenas dois.

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