O Brasileirão está em altas; vários talentos mostram-se em boa forma, somam-se bons jogos em todas as rodadas e a briga pelo título e pela Copa Libertadores está esquentando com a aproximação do fim do torneio. A evolução do futebol jogado no Brasil requer, como condição sine qua non, a valorização do seu principal produto: o Campeonato Brasileiro.

Foi esse o foco que fez com que a liga inglesa, por exemplo, se tornasse no principal campeonato do mundo, como é hoje. Apesar da enorme diferença entre a Premier League e o Brasileirão, temos assistido nos últimos anos a um crescimento baseado em novos contratos de transmissão, no surgimento de grandes potências financeiras como o Flamengo e o Palmeiras, na evolução dos estádios pós Mundial de 2014 e na busca pela evolução técnica do jogo praticado no Brasil.

Entretanto, a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a responsável pelas maiores atrocidades contra o seu campeonato e a discussão sobre isso voltou a aquecer no Brasil na temporada em que treinadores acostumados ao futebol europeu, como Jorge Jesus e Jorge Sampaoli, questionam publicamente os problemas que encontraram.

Se não bastasse o excesso de jogos devido aos estaduais e os problemas técnicos da arbitragem, o tema desta vez é a convocatória de jogadores para a seleção e o facto de o Brasileirão não parar nas datas FIFA.

No auge da luta pelo campeonato, o Flamengo perderá Gabigol e Rodrigo Caio (mais De Arrascaeta para o Uruguai), enquanto o seu perseguidor direto, o Palmeiras, só tem um jogador convocado. Serão duas jornadas com desfalques. Se contarmos as convocatórias das seleções de base, serão 17 jogadores de 11 clubes a desfalcar o campeonato por pelo menos por duas jornadas.

"Se olharmos para a Argentina, vemos que houve o cuidado de não convocar nenhum jogador do Boca nem do River [semifinalistas da Libertadores], que estão em competições importantes no futebol argentino. Mas aqui é mais importante jogar contra o Senegal e a Nigéria do que disputar uma competição internacional. É muito mais importante, mas financeiramente, pelos cachês que se pagam às seleções... Só que quem paga aos jogadores são os clubes e não a seleção. Os clubes precisam de ter um pouco mais de força relativamente ao que é o seu produto, e o seu produto são os jogadores" disse Jorge Jesus, colocando o dedo na ferida.

Os amigáveis contra Senegal e Nigéria, jogados em Singapura, são mais importantes do que o Campeonato Brasileiro? Nenhum torcedor concorda com a CBF e o distanciamento entre fãs de futebol e a seleção da CBF só aumenta. E os clubes nada podem fazer. Terão que enfrentar mais esse desafio.

De qualquer forma, é o reconhecimento para jogadores que estão a brilhar em terras brasileiras e merecem ser convocados. Vale a pena ficar de olho neles:

Seleção Principal

Weverton (Guarda-Redes – Palmeiras), Santos (Guarda-Redes – Athletico-PR), Daniel Alves (Lateral – São Paulo), Rodrigo Caio (Defesa Central – Flamengo), Matheus Henrique (Médio – Grêmio), Everton (Avançado – Grêmio), Gabriel Barbosa (Avançado – Flamengo)

Seleção Sub-23

Cleiton (Guarda-Redes - Atlético-MG), Ivan (Guarda-Redes – Ponte Preta), Guga (Lateral - Atlético-MG), Caio Henrique (Lateral - Fluminense), Felipe Jonatan (Lateral - Santos), Bruno Fuchs (Defesa - Internacional), Allan (Médio - Fluminense), Bruno Guimarães (Médio - Athletico-PR), Pedrinho (Médio - Corinthians), Antony (Avançado – São Paulo)

Seleção Sub-17

Três jogadores que já estão nas suas equipas principais: Reinier (Médio – Flamengo), Talles Magno (Avançado – Vasco) e Kaio Jorge (Avançado – Santos)

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