"Decidimos que o Dylan [Groenewegen] não vai participar em qualquer corrida enquanto a UCI [União Ciclista Internacional] não tomar uma decisão relativamente ao acidente", informou a Jumbo-Visma, em comunicado.

Na quarta-feira, no 'sprint' final da primeira etapa da Volta a Polónia, em Katowice, Jakobson estatelou-se nas barreiras de proteção, depois de ser empurrado por Groenewegen.

Jakobsen, de 23 anos, saiu hoje de coma induzido, dois dias depois da violenta queda, que o deixou em estado grave e obrigou a uma cirurgia de cinco horas, após ter sofrido graves lesões, nomeadamente, na zona da cabeça e rosto.

Na quarta-feira, a queda de Jakobsen acabou por provocar uma 'onda' de outras quedas, incluindo a do próprio Groenewegen, já depois de cruzar a meta, com vários ciclistas a acabarem por ir para o hospital, nomeadamente Marc Sarreau, com um traumatismo nas costas e roturas ligamentares múltiplas, Damien Touzé (Cofidis), com uma tripla fratura numa mão ou o espanhol Eduard Prades, com uma fratura numa vértebra.

O incidente levou à desqualificação de Groenewegen, e o diretor da equipa de Jakobsen, a Deceuninck-Quick Step, Patrick Lefevere, confirmou na quinta-feira que vai apresentar uma queixa-crime contra o ciclista holandês, depois de já ter apresentado uma queixa na UCI.

Também na quinta-feira, Groenewegen lamentou o incidente com o compatriota e disse pensar "constantemente" em Jakobsen, cuja saúde disse ser o mais importante.

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