“O WTA sempre defendeu a tolerância e a igualdade de oportunidades”, disse Steve Simon, que participou hoje na apresentação do próximo ‘Masters’ feminino, em Shenzhen, na China.

De acordo com o presidente do WTA, a política do circuito está de acordo com os padrões olímpicos, que dizem que os transgénero podem competir, desde que o seu nível de testosterona esteja controlado.

“Agora já temos regras que se aplicam [aos transgénero]”, acrescentou, que se distanciou da posição de Martina Navratilova, ex-jogadora que descreveu os atletas transgénero como “batoteiros”.

“A nossa posição não é necessariamente a mesma que a de Martina, apesar de respeitarmos todas as opiniões. Ela quer que este assunto seja amplamente debatido e isso não me choca”, afirmou o presidente.

Navratilova, vencedora de 18 torneios de Grand Slam, foi acusada de “transfobia”, depois de ter dito em fevereiro, numa coluna do jornal ‘The Times’ que a participação de “homens que se decidem tornar mulheres” em competições femininas era como fazer “batota”, declarações pelas quais pediu desculpa.