Intenso.

Numa palavra, assim se pode definir o clássico entre Porto e Sporting no Estádio do Dragão.

O onze escalado por Nuno Espírito Santo para o jogo fazia antever um Porto virado para a frente, de tendência atacante, com Soares a fazer companhia a André Silva na frente de ataque. Já no Sporting, a surpresa foi Matheus Pereira. Com apenas um minuto jogado no campeonato até então (na jornada anterior, frente ao Paços de Ferreira), o jovem brasileiro ocupou o lado esquerdo do meio-campo leonino.

Dois onzes, duas surpresas.

Soares é fixe

A verdade é que não se pode falar de domínio dos dragões em dados relevantes como a posse de bola ou o número de remates durante a partida. Apesar do número de atacantes colocados por Nuno de início, o caudal ofensivo não foi torrencial. Houve, isso sim, uma eficácia tremenda e um cinismo mortífero nas saídas rápidas para o ataque.

Prova disso é que, nos primeiros 40 minutos, as duas oportunidades (dignas de registo) de golo no jogo, deram em golo. Na primeira, um cruzamento de Corona no lado direito do ataque do Porto encontra Soares sozinho na área para cabecear, “como mandam as regras”, para o fundo da baliza. Palhinha subiu, a restante linha defensiva do Sporting não, e o marcador estava aberto no Dragão, aos 6 minutos.

Os minutos que se seguiram foram intensos, é verdade, mas sem grande “nota artística” (para citar Jorge Jesus), talvez com exceção feita para uma jogada de Bryan Ruiz que acabou cortada com o peito de um jogador do Porto na sua grande área.

Até que chegamos ao minuto 39, Palhinha perde a bola a meio-campo, num lance disputado com Brahimi em que os leões protestaram falta, Danilo recupera o esférico, isola Soares (que se desmarca no meio de três defesas do Sporting) que no frente-a-frente com Rui Patrício não facilitou e assinou o segundo golo da sua conta pessoal.

O intervalo chegou pouco depois e os azuis-e-brancos iam para os balneários em vantagem por 2-0. Soares, o novo “fixe” do Dragão, era o destaque numa estreia de sonho; ele que tinha tido um percurso modesto no Brasil até chegar a Portugal na época passada para representar o Nacional da Madeira.

Um leão de cara lavada e um São Iker

A 2.ª parte trouxe um Sporting completamente diferente: Alan Ruiz entrou para o lugar de Matheus e o jogo mudou. Com Ruiz (o Alan) no apoio a Bas Dost, com Gelson na direita e com Ruiz (o Bryan) na esquerda, os leões dominaram completamente a segunda parte.

Os movimentos de Alan Ruiz, a segurar a bola de costas para a baliza e a passar com eficácia aos companheiros, as arrancadas de Gelson na direita e os movimentos interiores de Bryan Ruiz, da esquerda para o meio, revelaram-se importantes para o controlo de jogo que o Sporting exerceu na 2.ª parte, tendo sido sem surpresa que chegou ao golo: cruzamento de Gelson na direita, Bas Dost amortece a bola para Alan Ruiz que, à entrada da área, recebe-a com o peito e, sem deixar cair, desfere um remate de pé esquerdo que só parou no fundo das redes de Casillas, que ainda tocou na bola.

O jogo estava relançado no Dragão e o Sporting parecia mais perto do 2-2 do que o Porto do 3-1. Até que apareceu o outro protagonista da partida: Iker Casillas.

Casillas foi “São Iker” e por duas vezes negou o golo a Coates, na sequência de cabeceamentos do defesa uruguaio. E se a primeira é de enorme dificuldade, a segunda é simplesmente monstruosa:

Tendo dominado todos os aspetos estatísticos ao longo do jogo, o Sporting acaba por não conseguir superiorizar-se no principal: os golos marcados.

Os leões acabam por sair do Dragão sem conseguir pontuar, num jogo em que tiveram mais posse de bola mas não a conseguiram concretizar em ocasiões de perigo. O Porto, por seu lado, foi pragmático na primeira parte e soube sofrer na segunda, podendo agradecer a Iker Casillas a manutenção da vantagem que lhe permite dormir na liderança do campeonato.

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