Comecemos na baliza. No confronto entre Casillas e Rui Patrício, a vantagem vai para o guardião espanhol, autor de três defesas dentro da área, duas das quais absolutamente decisivas, e que negaram o golo a Coates, curiosamente o seu principal adversário na noite do Dragão.

Já Rui Patrício, acabou por ter uma prestação inglória: o Porto fez apenas três remates enquadrados com a baliza durante o jogo, sendo que dois deram em golo. Não tendo sido propriamente posto à prova, o guardião da seleção nacional acabou por não conseguir fazer a diferença, ao contrário do seu rival de posição.

Da baliza seguimos para o meio-campo, onde Danilo e Palhinha mediram forças. E se é verdade que Jorge Jesus não poupou o jovem leonino nas suas declarações na flash interview, dizendo que o mesmo “andou perdido” durante a primeira meia hora, não é menos verdade que o médio que passou a primeira metade da época emprestado ao Belenenses teve números bastante interessantes, até quando comparados com o médio internacional português do FC Porto.

Mais desarmes, maior eficácia no passe, mais faltas sofridas e mais duelos aéreos ganhos deram a Palhinha um rating GoalPoint ligeiramente superior ao de Danilo, autor da assistência para o segundo golo de Soares.

Indo do meio para as alas, verificamos que Gelson não foi tão decisivo como Corona, seu rival de posição no conjunto azul-e-branco. Para além da assistência para o primeiro golo do Porto, o mexicano acabou por conseguir fazer dois passes que originaram ocasiões de golo e ter uma eficácia superior à do extremo sportinguista no capítulo dos cruzamentos.

Apesar de ter tocado mais vezes na bola, de ter sofrido mais faltas e de ter sido mais eficaz nos dribles, Gelson Martins acabou por não conseguir fazer a diferença no Clássico para o lado do Sporting.

A título de curiosidade, na comparação entre Matheus Pereira e Alan Ruiz, que alinharam pelo Sporting uma parte cada um, verificamos que ambos tocaram na bola praticamente o mesmo número de vezes, bem como sofreram o mesmo número de faltas. Contudo, o argentino fez mais um remate que o brasileiro e marcou um golo, pelo que a troca de um pelo outro acabou por surtir efeito, não obstante não ter feito a diferença no que toca ao resultado final.

Terminamos na frente de ataque, onde o destaque vai todo para Soares. Na estreia com a camisola do Porto, o jogador que chegou no mercado de Inverno, vindo do Vitória de Guimarães, acabou por ter uma estreia de sonho e ser absolutamente decisivo no Clássico. Em três remates fez dois golos, para além de ter sofrido oito faltas durante todo o encontro. Foi o melhor jogador em campo e acabou por ofuscar não só o rendimento de Bas Dost, melhor marcador do campeonato e autor da assistência para o golo de Alan Ruiz, como também do seu companheiro de sector, André Silva.

O FC Porto venceu o Sporting CP por 2-1 em jogo a contar para a 20.ª jornada do campeonato. Soares bisou para os dragões, ao passo que Alan Ruiz reduziu a diferença para o clube de Alvalade. Com a vitória, os azuis-e-brancos subiram provisoriamente à liderança do campeonato, deixando também o Sporting a 9 pontos de distância e ainda mais longe do título e do 2.ª lugar.

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