A Clipper Race 2019-20, competição de barcos à vela à volta do mundo arranca de Londres, das docas de St Katharine, no próximo dia 1 de setembro. Oito dias depois, Portimão, no Algarve, será a primeira de oito escalas a nível global.

Ao todo, a frota de 11 equipas a bordo de um barco de 70 pés (21 metros) e one design (todos iguais) fará uma viagem de circum-navegação, ao longo de 40 milhas náuticas (74 mil quilómetros), fazendo seis travessias oceânicas ao sabor da mãe natureza, dos inóspitos e tempestuosos mares do sul, ao famoso pôr-do-sol na África do Sul, exposto aos ventos, chuva, neve e ao calor tórrido e às calmarias dos Doldrums.

Fundada em 1996 por Sir Robin Knox-Johnston, que comemorou em abril 50 anos desde que se tornou na primeira pessoa a navegar em solitário, sem escalas e assistência ao redor do mundo, a Clipper Race é o único evento deste tipo para velejadores não profissionais, tendo envolvido cerca de 4 mil velejadores até à data.

Sob a liderança de um skipper experiente, a tripulação é composta por, depois de submetidos a diversos e rigorosos testes, médicos, donas de casa, advogados, engenheiros, enfermeiras, estudantes, agricultores, administradores de empresas e instrutores de surf, facto que distingue esta de outras provas. Mais de 700 pessoas de 44 países com idades entre os 18 e os 76 anos participarão na Clipper 2019-20 Race, a 12ª edição desta prova bienal. Podem completar a viagem toda ao longo de 11 meses ou simplesmente fazer uma etapa.

Portimão abre-se à vela oceânica

No início de setembro, depois de iniciarem a regata planetária nas docas de St. Katharine, em Londres, a frota constituída pelos 11 barcos percorre 1200 milhas náuticas (mais de 2 mil km) através do Canal da Mancha, atravessam o Golfo da Biscaia, descem a costa de Portugal, até à marina de Portimão, Algarve.

A Cidade Europeia do Desporto 2019, porto seguro tanto para o Mediterrâneo como para o Atlântico, Portimão recebe a primeira escala da Clipper Race 2019-20. “Depois de meses de treino e preparação, as nossas tripulações da Clipper Race saem de Londres e vão ter uma etapa rápida e emocionante até Portimão, a melhor forma de começar a uma regata de volta ao mundo”, sublinhou Sir Robin Knox-Johnston, fundador e presidente da Clipper Race.

“Depois de receber alguns dos circuitos náuticos mais importantes do mundo, como TP52 e WMRT, é altura de Portimão olhar para a vela oceânica e a Clipper Round the World Race é a competição certa, não só pela sua dimensão global, mas também por nos recordar as viagens épicas dos navegadores portugueses, a maioria deles, também pessoas comuns lideradas por velejadores profissionais”, acrescentou Marina Correia, diretora-geral da Portimão Marina.

A 15 de setembro a frota zarpa para Punta del Este, no Uruguai, a primeira de seis travessias oceânicas — 5200 milhas (9600 km) que ligam o Hemisfério Norte ao Hemisfério Sul. As duas escalas em Portugal e no Uruguai compõem a etapa de abertura de 6400 milhas (quase 12 mil km) e a primeira das oito etapas globais. Do Uruguai, a frota segue pelo Atlântico Sul até a Cidade do Cabo, na África do Sul. Seguem pelos mares do sul até Fremantle, na Austrália Ocidental, passam pelas Whitsundays, na Austrália Oriental, regressam ao Hemisfério Norte, rumo à China, para o merecido descanso em Qingdao, via Sanya e Zhuhai. Da China percorrem o Pacífico até à costa Oeste dos Estados Unidos da América, fazem o costa-a-costa através do Canal do Panamá e da costa Este dos EUA aventuram-se na travessia do Atlântico até atracarem, de vez, no Reino Unido no verão de 2020.

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