Hernán Crespo começou com o pé direito e tem conseguido bons resultados no comando do Tricolor. Mais do que isso, tem mostrado uma equipa muito bem treinada.

Depois da frustração do ano passado, quando deixou escapar uma vantagem de 9 pontos na liderança do campeonato, os adeptos precisavam de um bom desempenho e de novidades para se empolgarem novamente. Os seis reforços contratados e as apresentações em campo tem servido para dar confiança ao magoado adepto.

Para esta nova época, o São Paulo teve o plantel bastante melhorado com a movimentação da nova direção. Saíram Tchê Tchê e Juanfran, com altos salários, e o promissor Brenner, vendido para a MLS. Chegaram, com o espaço aberto no orçamento, os experientes Miranda, com histórico vitorioso pelo clube, e Éder, os destaques do último Brasileirão, Orejuela e Benítez, a aposta Willian e o promissor Bruno Rodrigues.

São Paulo no Paulistão:

1° - Aproveitamento (76%)

1° - Golos marcados (19)

1° - Grandes oportunidades (19)

1° - Posse de bola (64%)

1° - Passes certos por jogo (450)

1° - Remates para marcar (4.8)

2° - Jogos sem sofrer golos (3)

3° - Menos golos sofridos (6)

Com a pausa forçada pela pandemia, Crespo e a sua comissão técnica tiveram a oportunidade de uma pré-temporada forçada e os efeitos ficam evidentes na evolução da equipa, aproveitando-se de algumas qualidades que os jogadores tinham com Fernando Diniz, mas, principalmente, evoluindo os pontos fracos que apresentavam.

O São Paulo melhorou a saída de bola, mantendo a construção a partir da defesa, mas com um posicionamento diferente. Nada de recuar médios para sair. Agora, o foco é espalhar a equipa para ter amplitude, ao invés do jogo aproximado. Além disso, o foco é acelerar o jogo, com passes a rasgar as linhas com mais frequência. Assim, com um jogo mais aberto e directo, a velocidade de transição aumenta.

Contra os adversários inferiores, a equipa cria volume de jogo com ultrapassagens e associações. Contra adversários que conseguem equilibrar a partida, a velocidade na transição ajuda. Assim, Crespo venceu Bragantino e Santos, por exemplo. 

Ainda é cedo para cravar o clube como um dos favoritos. O péssimo passado recente pesa contra, principalmente no capítulo psicológico. Mas o São Paulo tem um plantel com boas opções de juventude e, agora, experiência. Tem um treinador moderno e com potencial. É uma boa oportunidade para sair da seca de troféus. Precisa vencer a cabeça, o calendário e, ainda por cima, os rivais.

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