“Se pudermos jogar em condições ótimas de segurança, se toda a gente puder participar, se estiveram reunidas essas condições, sim, estarei lá, contudo, neste momento, há que tomar precauções e ser responsável com as decisões adequadas para proteger a segurança e a saúde de todos no ténis”, sustentou.

Questionado sobre o futuro do torneio, que deveria estar a decorrer, mas foi adiado para setembro devido à pandemia da covid-19, o recordista (tem 12 vitórias) e detentor do título em Roland Garros alegou não pensar do ponto de vista tenístico, mas sim do “médico”.

“Projeto-me num mundo em que possamos proteger a saúde de todos aqueles que trabalham no torneio”, referiu, embora tenha admitido que não gostaria que o ‘major’ francês, tradicionalmente o segundo da temporada, fosse jogado à porta fechada, uma hipótese equacionada pelos organizadores e pelo governo francês.

“Aquilo que sentes ao jogar diante do público é algo difícil de reproduzir sem ele”, justificou.

O único ‘Grand Slam’ em terra batida estava agendado para o período de 25 de maio a 07 de junho, mas foi adiado devido à pandemia da covid-19, devendo disputar-se entre 20 de setembro e 04 de outubro.

Na entrevista de hoje, o número dois do ‘ranking’ mundial revelou também que durante os meses de confinamento, particularmente severos em Espanha, um dos países mais afetados pelo novo coronavírus, recorreu a máquinas de musculação para treinar e manter a condição física, uma vez que os treinos em ‘court’ estavam proibidos.

O maiorquino, de 33 anos, voltou aos ‘courts’ há duas semanas, mas, com o circuito suspenso, pelo menos, até 31 de julho, limitou a frequência dos treinos a dois dias por semana.

“É um regresso progressivo, com cuidado máximo, para estar preparado quando pudermos voltar a jogar, embora ainda não saibamos quando será. Não há outra solução que não esperar que a situação melhore”, acrescentou.

Nadal tem-se mostrado pessimista quanto a uma retoma rápida do ténis, chegando mesmo a afirmar, numa entrevista ao jornal El País, não acreditar no regresso aos ‘courts’ para competir ainda este ano.

“[Regressar aos ‘courts’ ainda este ano] Oxalá, mas não acredito. Infelizmente. Espero estar preparado para 2021. […] Preocupa-me mais o Open da Austrália [tradicionalmente no início de cada ano], do que aquilo que venha a acontecer no final deste ano. Vejo 2020 praticamente perdido. Tenho a esperança de poder recomeçar no próximo. Desejo que assim seja”, disse na entrevista, no início do mês de maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

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