Cristiano Ronaldo e Lionel Messi foram dividindo títulos individuais na última década, primeiro na Bola de Ouro, e depois no The Best, nome dado ao galardão desde o ‘divórcio’ entre a instituição que rege o futebol a nível mundial e a publicação desportiva France Football. Só não partilharam o pódio em 2010, quando o trio de finalistas foi composto unicamente por jogadores do FC Barcelona - Messi, Xavi e Iniesta - e em 2018, ano em que o top-3 se compôs com Ronaldo, Salah e Modric.

No total, e só olhando para os prémios atribuídos pela FIFA, ou seja, de 2010 até hoje, Lionel Messi soma cinco prémios de melhor jogador do mundo, quatro Bolas de Ouro e um The Best, e Cristiano Ronaldo quatro distinções de melhor do planeta, duas Bolas de Ouro e dois The Best. Para quem pode estranhar a matemática - sim, no total está 6-5 a favor do argentino -, relembramos que falta aqui colocar os galardões atribuídos a título individual pela France Football. Portanto, aos cinco prémios do 10 do Barcelona, há que acrescentar um Ballon d’Or, conquistado em 2009, assim como a CR7, que recebeu o prémio em 2008.

A rivalidade já dura há mais de uma década e, por estes dias, vai bem e recomenda-se. Ainda no final de agosto, na cerimónia de entrega dos prémios da UEFA, os dois jogadores sentaram-se lado a lado e trocaram elogios.

"Partilhámos este palco durante 15 anos. Não sei se isso voltará a acontecer. Não é fácil. Temos uma boa relação. Não tivemos um jantar juntos, mas espero tê-lo no futuro”, disse o português em tom descontraído. Na hora de retorquir o elogio, Messi disse que a rivalidade entre os dois é “algo lindo”, sobretudo por terem estado em clubes rivais.

No entanto, apesar de Ronaldo assumir uma boa relação com Lionel Messi, e reconhecer a qualidade do astro argentino, nunca traduziu isso num voto para a atribuição do prémio de melhor jogador mundo.

Ora, vamos aos factos:

Em 2010, o capitão da seleção portuguesa votou em Xavi, Casillas e Sneijer. Nos dois anos seguintes, o poder de voto foi dado a Nuno Gomes (2011) e Bruno Alves (2012) - para assim poderem votar em Ronaldo. A partir de 2013, a ‘cruzinha’ volta a estar nas mãos do craque português que vota em Falcao, Gareth Bale e Özil. Em 2014, CR7 escolhe Sergio Ramos, Bale e Benzema como os melhores do mundo. Na edição da Bola de Ouro de 2015, a última da parceria entre a FIFA e France Footbal, Ronaldo votou em Benzema, James Rodríguez e Bale. Na primeira edição do The Best, os eleitos do ex-Real Madrid foram Bale, Modric e Sergio Ramos. Em 2017 votou Modric, Ramos e Marcelo. Em 2018 em Raphael Varane, Modric e Griezmann e, por fim, na edição deste ano, o português votou em De Ligt, De Jong e Mbappé.

A curiosidade? Bem, Ronaldo sempre privilegiou a escolha de colegas de equipa, especialmente quando atuava nos espanhóis do Real Madrid e nunca votou em Lionel Messi para melhor jogador do mundo.

A razão apontada é provavelmente a mais óbvia, ambos concorriam pelo mesmo prémio. No entanto, isso não impediu o argentino, que vota como capitão da seleção albiceste desde 2011, de colocar o nome de Cristiano Ronaldo entre os três nomes pontuáveis para a atribuição do prémio em 2018 e 2019.

Independentemente de tudo, o português nunca ganhou o troféu de melhor do mundo com um dos votos do jogador Blaugrana. Tal como o argentino nunca precisou de um voto de CR7 para ser coroado o melhor do planeta. O que significa que vamos ter de continuar à espera para vir a ver uma assistência para golo entre Messi e Ronaldo por mais algum tempo - dentro ou fora de campo.

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