créditos: MIGUEL RIOPA / AFP

FC Porto - Chelsea

Os azuis do Porto vão defrontar os azuis de Londres nos quartos de final da Liga dos Campeões. De um lado a equipa surpresa nesta fase da competição, a única fora dos cinco principais campeonatos, do outro a equipa com maior investimento na atual temporada, à procura de voltar à glória europeia.

O histórico de confrontos entre as duas equipas não é favorável à formação portuguesa, que chega a esta fase da competição depois de eliminar a Juventus. Em oito jogos, os Dragões somam apenas duas vitórias, contra cinco dos Blues. Há ainda a registar um empate.

A primeira vez que as duas formações se defrontaram foi na temporada 2004/05, na fase de grupos da Champions. No primeiro encontro, disputado em Stamford Bridge, José Mourinho, então treinador do Chelsea, venceu a equipa com que se tinha sagrado campeão europeu na época anterior por 3-1. O FC Porto, então treinado pelo espanhol Víctor Fernández, viria a vencer depois o jogo no Dragão por 2-1.

Para revisitarmos outra vitória dos azuis e brancos sobre a formação inglesa temos de avançar mais 11 anos, a mais um jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões. Estávamos na época 2015/16 e o FC Porto de Julen Lopetegui recebeu e venceu o Chelsea por 2-1.

Mais de cinco anos volvidos do último encontro entre as duas equipas (Chelsea 2 - 0 FC Porto em 2015/16), o contexto de ambas as equipas é muito diferente, sobretudo do lado dos Blues que fizeram na presente época um enorme investimento, que possibilitou a vinda de jogadores como Werner e Harvertz para Londres. E se é verdade que a época começou por não correr de feição sob o comando de Frank Lampard, desde que o antigo médio saiu do banco e deu lugar ao alemão Thomas Tuchel que a equipa não voltou a perder.

Atualmente, o Chelsea é quarto classificado da Premier League, a 20 pontos do primeiro, o Manchester City. A enorme distância pontual para o título inglês permite antecipar que os Blues vão meter toda a 'carne no assador' na Liga dos Campeões, competição que só venceram uma vez, em 2011/12, sob o comando de Roberto Di Matteo.

O FC Porto, no entanto, merece o mesmo paralelismo, uma vez que a distância para o primeiro classificado do campeonato português, o Sporting CP, não é propriamente curta (10 pontos). No currículo da presente temporada não tem um registo invencível, mas tem a eliminação da Juventus, nos oitavos, um feito que deve servir para que a turma de Tuchel não pense que são favas contadas.

créditos: EPA/Matt Childs

Bayern - PSG

É uma reedição da final da Liga dos Campeões do ano passado, que a formação alemã venceu pela margem mínima, e que os franceses, que já somam um histórico de longos investimentos, ainda sem sucesso europeu, vão querer vingar.

Apesar de o Bayern ter sido mais feliz no último encontro entre as duas equipas, é o Paris Saint-Germain que leva a melhor no histórico de confrontos, com cinco vitórias contra quatro, em nove confrontos, todos eles na Liga dos Campeões.

Um dos fatores determinantes para este encontro será a possibilidade de Neymar recuperar a tempo de poder ser uma peça no onze de Mauricio Pochettino para o jogo da segunda-mão.

Do lado dos bávaros, eliminar a equipa finalista da época passada será uma reafirmação do estatuto de favoritos para a reconquista do troféu, algo que nunca conseguiu na sua história.

créditos: Sergei SUPINSKY / AFP

Real Madrid - Liverpool

Se o encontro entre alemães e franceses é a reencenação da final da última época, o encontro entre Blancos e Reds é a reedição da final da Champions de 2017/18, um encontro que deverá estar ainda bem vivo na memória de ambas as equipas. Do lado do Real Madrid porque celebrou ali a terceira conquista consecutiva da Liga dos Campeões. Do lado do Liverpool porque essa final horribilis, marcada pela lesão de Salah e pela fraca prestação do guarda-redes Karius, antecedeu a uma prestação épica da turma de Jürgen Klop na época seguinte na Champions que culminou com a conquista da mesma.

Essa mesma final foi o último encontro entre as duas formações que, curiosamente, a primeira vez que mediram forças foi na final da Taça dos Campeões Europeus, na qual o Liverpool levou a melhor.

O histórico entre as duas equipas inclui seis jogos e reparte em igual número as vitórias, sem qualquer empate a registar.

O Liverpool, que quererá vingar aquela final perdida de há três anos, tem de conseguir ultrapassar o Real Madrid, que está muito distante da equipa que conseguiu o ‘tri’ europeu, para conseguir salvar a época. No pior dos cenários, a conquista da Champions pode mesmo ser a única esperança do clube inglês de garantir uma entrada na edição do próximo ano, visto que a vida dos Reds não está fácil na Premier League onde, atualmente, ocupa a sexta posição, que não dá sequer acesso às competições europeias.

Já no Real Madrid a conversa é outra. O Atlético, o primeiro classificado da La Liga, não está a uma distância pontual impossível (6 pontos) e por isso Zidane terá de definir prioridades, prioridades essas que determinarão a força com que os Merengues se vão conseguir apresentar diante do Liverpool.

créditos: CHRISTOF STACHE / AFP

Manchester City - Borussia Dortmund

Entre remakes, há um (quase) original que promete. A turma de Pep Guardiola está a levar a cabo mais uma época fantástica, mas se voltar a falhar a conquista da primeira Liga dos Campeões da história do clube, vai continuar a parecer que ficou aquém - algo que só acontece devido ao que já alcançou desde que chegou a Inglaterra - e o Dortmund, com um plantel recheado de jovens talentos, quer voltar aos grandes títulos.

Os argumentos parecem muito diferentes, mas numa análise mais detalhada conseguimos perspetivar um duelo equilibrado, sobretudo porque já vimos o City, o grande City, cambalear quando chega mais longe nesta competição. Já o Borussia, com o melhor marcador da Champions na equipa, com um plantel que junta a experiência de jogadores como Reus e Hummels, ao talento e ambição de nomes como Sancho ou Haaland, não só não tem nada a perder, como tem armas para discutir a eliminatória e chegar longe.

Aliás, a estatística entre as duas equipas é favorável aos alemães. Com apenas dois jogos disputados entre si na fase de grupos da época 2012/13, curiosamente a época em que o Dormtund chegou à final, o City soma um empate e uma derrota.

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