No dia 3 de junho, a equipa B de sub-11 dos Serranos, da cidade de Valência, recebeu e goleou o Benicalap C, também de Valência, por 25-0. A dilatada vantagem num jogo em que o campo era ocupado por meninos de 10 e 11 anos, caiu mal à direção da equipa vencedora que acabou mesmo por demitir o treinador.

"Nós fomentamos o respeito pelos nossos oponentes. Foi uma decisão consensual. Depois daquele resultado, achámos que o melhor era que o treinador saísse", disse Pablo Alcaide, dirigente do Serranos, ao diário espanhol 'El País'.

Daniel Revenga, o advogado do técnico, cuja identidade permaneceu desconhecida ao longo da reportagem, defendeu o seu cliente, salientando que "em nenhum caso se incentivou os jogadores a ampliar o marcador". "Pelo contrário, ele [o treinador] disse-lhes para parar de pressionar no meio campo adversário, mas o Benicalap C continuou a atacar e a deixar muito espaço livre", rematou o advogado.

Este é um tema que nos últimos anos não tem passado despercebido em Espanha, com vários clubes a adotarem medidas para atenuar as humilhações entre os futebolistas mais pequenos. O Barcelona, o Athletic de Bilbau e o Real Sociedad, por exemplo, deixam de continuar a registar no marcador assim que uma das equipas chega aos dois dígitos.

O Benicalap C acabou a temporada em último lugar, sem somar qualquer ponto e sofrendo 247 golos.

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