“As sanções foram ilimitadas, tomariam medidas disciplinares contra qualquer jogador que utilizasse a braçadeira”, disse Mark Bullingham, diretor executivo da FA, em declarações à ITV britânica.

O responsável referiu que a federação efetuou várias reuniões com a FIFA sobre o tema, mas que antes do jogo de estreia da Inglaterra no Mundial frente ao irão, no passado sábado, foram informados das sanções.

“Achámos que tínhamos chegado a um ponto em que era possível utilizar [a braçadeira]. Não tínhamos autorização, mas aceitaríamos a multa. No entanto, duas horas antes do jogo fomos colocados num cenário em que, no mínimo, quem usasse a braçadeira seria advertido e sujeito a sanções disciplinares”, explicou.

Desde que foi escolhido para organizar o Mundial2022 de futebol, que se iniciou no domingo e decorrerá até 18 de dezembro, o Qatar tem sido alvo de várias críticas, nomeadamente no que diz respeito às suas posições em matéria de direitos humanos, das questões LGBTQ+ e de abuso sobre os trabalhadores migrantes.

Perante este contexto, algumas federações, entre elas a inglesa, uniram-se em setembro na vontade de se expressarem com a iniciativa ‘One Love’, defensora de igualdade, em que eram apologistas do uso simbólico de uma braçadeira com a inscrição e as cores do arco-íris, mas a FIFA avisou não ser possível.

Entretanto, o organismo que gere o futebol mundial, antecipou a campanha “Não à discriminação”, que deveria começar nos quartos de final do Mundial2022, a fim de permitir que os 32 capitães das seleções utilizem essa braçadeira durante o torneio.

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