“Estava enganada. Pensei que tinha ganhado”, disse Van Vleuten ao preparador físico da seleção dos Países Baixos logo no final da prova, depois de o ter abraçado efusivamente após cortar a meta.

Mais tarde, em declarações à televisão NOS, a holandesa disse que eram várias as ciclistas que estavam a perguntar quem tinha vencido e que depois de ultrapassar as outras duas fugitivas pensava que estavam a lutar pelo ouro.

A prova dos Jogos Olímpicos é feita sem intercomunicadores, com a holandesa Anna van der Breggen, campeã olímpica no Rio2016 e 15.ª em Tóquio, a dizer que também pensava que não havia mais nenhuma ciclista à frente.

A confusão foi geral e nas imagens televisivas apenas se viu uma dinamarquesa a felicitar Kiesenhofer pelo triunfo, com outras ciclistas a darem mesmo os parabéns à holandesa.

“A melhor atleta venceu a prova hoje. Annemiek era claramente a mais forte, por isso, parabéns”, disse a britânica Lizzie Deignan, também equivocada quanto à vencedora.

Kiesenhofer conquistou hoje uma surpreendente medalha de ouro na prova de fundo de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, depois de integrar uma fuga quase desde o início da prova.

Para dar a primeira medalha à Áustria na prova de fundo olímpica, Kiesenhofer cumpriu os 137 quilómetros, entre o parque Musashinonomori e o autódromo internacional de Fuji, em 3:52.45 horas.

Com um ataque já dentro do autódromo, Van Vleuten garantiu a medalha de prata, cortando a meta 1.15 minutos depois da austríaca.

Na terceira posição, tal como no Rio2016, terminou a italiana Elisa Longo Borghini, a 1.29 minutos de Kiesenhofer.

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