Estas conclusões, que colocam no topo o formato de 48 preferido pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, surgem num estudo de 64 páginas e que analisou cinco opções de modelo para o Mundial de 2026, o primeiro para o qual podem ser feitas alterações ao esquema competitivo.

A introdução de uma ronda extra a eliminar – 16 avos de final - seria mais apelativos para os Media e patrocinadores, concluindo-se que isso oferece “mais valor tangível e intangível à FIFA”.

De acordo com o estudo, a receita pode subir quase 20%, para 6,2 mil milhões de euros, números calculados através dos 5,3 mil milhões projetados para o Mundial de 2018, na Rússia.

Ainda assim, os custos organizativos também deveriam aumentar, de cerca de 1,9 mil milhões de euros para 2,2 mil milhões, sendo que o luco potencial cresceria cerca de 613 milhões.

Ainda assim, a FIFA adverte, antes do voto do seu órgão governativo de 10 de janeiro em Zurique, que “a decisão não deverá ter uma base financeira”.

“Ao invés, o objetivo de expandir o Campeonato do Mundo será avançar para a visão de promover o jogo de futebol, proteger a sua integridade e levar o jogo a todos”, observa o documento.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, desejava qualificar 15 ao invés das 13 equipas atuais, mas o documento não especifica como seriam distribuídos os 16 lugares extra pelas seis confederações continentais, num processo que visa igualmente melhor recompensa a África e Ásia.

A FIFA reconhece, no entanto, que a qualidade do jogo pode cair neste modelo, acrescentando 16 seleções de entre os seus 211 filiados.

A “qualidade absoluta” do futebol praticado – com as melhores equipas a defrontaram-se mais vezes – é assegurada no formato a 32 seleções com que se vai disputar os Mundiais da Rússia em 2018 e do Qatar em 2022, disse a FIFA, revelando que o estudo encerrou 10.000 simulações de modelo de torneio.

Durante a campanha eleitoral que o levou à presidência da FIFA, Infantino revelou a intenção de promover um Mundial com 40 equipas, o que daria à Europa uma nova quota de 14.

Ainda assim, a 07 de dezembro, num encontro em Singapura com alguns filiados, o dirigente revelou que “a grande, grande, grande maioria (dos membros FIFA) é favorável a 48 equipas no modelo de 16 grupos de três equipas”.

Anteriormente, com estes argumentos, Infantino não convenceu a FIFA nem os parceiros comerciais, que desejam maior certeza, menos viagens de curta duração para os adeptos e um mínimo de dois encontros por equipa.

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