“A FIFA confirmou o seu apoio à existência de um escritório permanente da OIT em Doha. O gabinete proposto seria criado em colaboração com o governo do Qatar, trabalhando em conjunto com os sindicatos internacionais e apoiaria e aconselharia os trabalhadores migrantes. Esta medida vai ao encontro de uma das exigências que temos vindo a fazer há muito tempo”, anunciou hoje a FPF

Num comunicado publicado no sítio oficial do organismo luso na Internet, a FPF destacou o “compromisso da FIFA” para garantir que “trabalhadores migrantes recebam compensações financeiras nos casos em que não tenham sido pagos a tempo ou tenham sofrido ferimentos em qualquer acidente de trabalho”.

“Fomos também informados de que já foram pagos mais de 350 milhões de dólares (cerca de 340 milhões de euros) em compensações aos trabalhadores desde 2018, nos casos principalmente de atraso e não pagamento de salários. Assegurar uma aplicação eficaz do sistema de indemnização será uma das tarefas-chave do centro de trabalhadores migrantes e constitui um progresso bem-vindo”, lê-se no comunicado.

A FPF anunciou ainda que a FIFA informou que o “fundo legado” do Mundial2022, a decorrer precisamente no Qatar, será utilizado em ações solidárias por todo o mundo.

“Será utilizado para ajudar algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo e, em particular, para ajudar na educação das raparigas e das jovens”, referiu a FPF.

Além de Portugal, também as federações de Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, País de Gales, Inglaterra, Noruega, Países Baixos, Suécia e Suíça assinaram o documento.

As conclusões foram alcançadas hoje após uma reunião entre o Grupo de Trabalho da UEFA sobre Direitos Humanos e Direitos do Trabalho e a FIFA, em Doha.

Os membros do Grupo de Trabalho da UEFA vão regressar ao Qatar em 2023 para confirmar as “iniciativas e assegurar a entrega de um legado sustentável”.

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