Há um ano a Premier League celebrava vinte e cinco anos e aproveitámos para relembrar cinco épocas da sua história. Hoje, no dia em que a vigésima sexta edição da mais competitiva liga do mundo arranca, não vamos viajamos ao passado, mas sim focar-nos-emos nas mudanças que esta edição nos traz.

Suspensões por simulação

Foi criado um painel, constituído por um ex-árbitro, um treinador e um ex-jogador, que todos as semanas, após o término de cada jornada tomarão decisões sobre lances polémicos. Mais precisamente em lances de simulações de faltas, vulgo mergulhos, ou simulações de lesão. Não só uma suspensão de dois jogos poderá estar em aberto para os jogadores em questão, como os cartões — amarelos ou vermelhos — mostrados aos jogadores injustiçados nesses mesmos lances, poderão ser revogados. Para que as decisões sejam validadas, terão que ser unânimes entre os três ‘juízes’.

Banidos os padrões na relva

A partir de hoje a Premier League baniu os elaborados padrões que alguns clubes faziam na relva dos seus estádios. Os míticos quadrados de Old Trafford ou, mais recentemente os incríveis padrões que tanto o Leicester City como o Southampton tinham por norma oferecer aos seus adeptos, serão definitivamente substituídos pelas clássicas linhas em toda a largura, paralelas à linha de fundo. A Premier League vem assim ao encontro do regulamento da UEFA e restringe a criatividade individual dos clubes no que ao design da relva diz respeito. Para a liga a sua imagem é intocável e todos os pormenores são importantes para que nunca deixe de ser reconhecida. A par com as transmissões televisivas por todo o mundo, parece querer ser reconhecida assim que olhamos para o ecrã.

créditos: Gert Jan Cuypers | Twitter

Camisolas

São apenas detalhes mas pela primeira vez, em dez anos, a Premier League decidiu mudar o ‘lettering’ nas costas das camisolas dos jogadores. Nas camisolas não só os números e nomes mudam, mas as mangas terão uma publicidade adicional. É certo que os clubes terão poder de decisão na hora de escolher esta publicidade adicional, mas já muitos foram os que o fizeram. Mais um detalhe a ter em conta nesta nova edição.

Vídeo para análise de lesões

A partir de hoje os médicos e fisioterapeutas das equipas poderão, numa questão de segundos, ter acesso às repetições de lances em que ocorrem lesões. A razão pela qual a tecnologia vem agora auxiliar departamento médico, é aquando da ocorrência de traumatismos, cujos sinais poderão aparecer em segundos após o impacto, mas quando o jogador é assistido, já não apresenta sinais de um traumatismo mais grave. Neste caso, a análise detalhada do lance estará disponível junto ao quarto árbitro e uma melhor decisão, quanto à continuação do jogador em campo, poderá ser tomada pela equipa médica. Para continuar no topo, a Premier League arranja não só formas de se re-inventar, mas também de tornar o jogo mais seguro para os seus intervenientes.

Adeptos visitantes

O ano passado os clubes tinham já acordado que os adeptos visitantes deveriam ter um estatuto especial, e como tal colocaram um tecto do preço dos bilhetes em trinta libras. Este ano, e de forma a continuar a agradar quem faz da Premier League o que ela é, os adeptos, os clubes acordaram em colocar, em todos os jogos, um número de bilhetes junto ao relvado, reservado para adeptos visitantes. “O que faz do nosso jogo único, particularmente em Inglaterra, é o número de adeptos visitantes e o barulho que estes produzem. Quando um golo visitante é marcado, queremos essa atmosfera e a interacção entre os dois grupos de adeptos”, explicou o Diretor Executivo da Premier League, Richard Scudamore.

Pontapé de saída a uma sexta feira

Este é o primeiro ano, na história da liga, que a primeira jornada do primeiro escalão do futebol inglês arranca a uma sexta-feira à noite. No ano passado, também pela primeira vez, a liga introduziu os encontros à sexta-feira. Agora, igualmente inédito, o arranque da liga é feito a um dia de semana quando o Arsenal receber hoje, pelas 19:45 o Leicester. A razão não é clara, mas tendo em conta que os jogos jogados à sexta-feira à noite na temporada transacta tiveram uma aceitação abaixo das expectativas, talvez a Premier League queira colocar um jogo de impacto nesse mesmo dia e hora. Nada melhor que o jogo que dá o pontapé de saída na liga.

Bola

Esta não é propriamente uma novidade — já que desde a época de 2008-09 todos os anos a bola da Premier League tem vindo a ser diferente. Ainda assim, é de sublinhar o facto de este ser o décimo oitavo ano consecutivo no qual a Nike fornece a bola de jogo para a Premier League. Este ano, a bola eleita para a liga mais espectacular do mundo será a Nike Ordem V. Se tiver curiosidade em saber tudo sobre a tecnologia que envolve a nova bola da liga poderá fazê-lo aqui.

Estádios

Desde 1992, ano de criação da Premier League como a conhecemos hoje, foram 58 os estádios que receberam jogos da liga. Esta época, são três os novos estádios que, pela primeira vez, receberão jogos a contar para o principal escalão de futebol inglês.

→ Amex Stadium e John Smith’s Stadium 

O primeiro, com capacidade para trinta mil adeptos, é a casa das Gaivotas, alcunha pela qual é conhecido o Brighton & Hove Albion. Com capacidade para vinte e quatro mil pessoas, o John Smith Stadium é a casa do, igualmente recém promovido, Huddersfield Town. Ambos os estádios refletem os altos padrões das ligas inglesas. Nesta estreia nos mais altos voos da pirâmide hierárquica inglesa, não será pelos seus estádios que ambas as equipas terão dificuldades, quer em ter condições para a equipa jogar ao mais alto nível, quer para retirar a máxima rentabilidade financeira da liga durante os seus jogos caseiros.

→ Wembley Stadium

Com White Hart Lane sob restruturação, o Tottenham vê-se obrigado a mudar-se, de forma provisória, para Wembley. Já tendo jogado o ano passado todos os seus jogos a contar para a Liga dos Campeões no estádio que serve de casa à selecção Inglesa, a equipa de Pochettino vê-se agora forçada a passar toda a época num estádio que não lhes trouxe muita sorte. Com duas derrotas e uma vitória em três jogos, o Tottenham espera adaptar-se rapidamente à sua casa para a temporada.

Este pode parecer um pormenor, mas para a equipa londrina este pode ser um detalhe muito importante. No ano passado, como tive oportunidade de lembrar os leitores durante a época, o Tottenham foi fortíssimo a jogar em casa. Tanto foi que, na tabela dos jogos jogados em casa, o clube foi o primeiro classificado, inclusivamente à frente do campeão Chelsea. Já na tabela dos jogos realizados fora de casa, fecheram a época num menos honroso quinto lugar, a nove pontos dos blues. A diferença entre uma rápida ou menos rápida adaptação ao estádio de Wembley poderá ditar uma melhor ou pior época para os Spurs.

E por falar em adaptação: uma nota para o facto de o jogo inaugural do Tottenham, em Wembley, ser a 20 de Agosto, na segunda jornada, frente ao todo poderoso e campeão em título, Chelsea.

Pontapé de saída

Na primeira jornada, já hoje, dia 11, o Arsenal recebe o Leicester City. Com mais um verão calmo, no que a aquisições diz respeito e com toda a polémica ‘Wenger IN vs Wenger OUT’ posta de lado, o Arsenal arranca a liga contra um Leicester que pode finalmente voltar a ter uma temporada mais descansada, sem a pressão e peso do título de campeão nas camisolas. Uma aquisição importante para o Leicester poderá ser Kelechi Iheanacho, que depois de uma época muito boa ao serviço do Manchester City na época passada vem agora fazer companhia a Jamie Vardy e Islam Slimani na frente de ataque das raposas.

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Pedro Carreira é um jovem treinador de futebol que escolheu a terra de sua majestade, Sir. Bobby Robson, para desenvolver as suas qualidades como treinador. Tendo feito toda a sua formação em Inglaterra, passou por clubes como o MK Dons e o Luton Town, e também pela Federação Inglesa, o seu sonho é um dia poder vir a treinar na melhor liga do mundo, a Premier League. Até lá, pode sempre acompanhar as suas crónicas, todas as sextas, aqui, no SAPO 24.