“Neste momento, a questão fundamental é reunir forças e voltar a reagrupar uma equipa que já foi capaz de fazer bons jogos. Todos se recordarão disso, pelo que a exibição contra o Farense caiu tão mal, porque foi fora do que tinham sido os registos anteriores”, enquadrou o técnico, em declarações publicadas nas redes sociais dos ‘axadrezados’.

O Boavista tem quatro derrotas, um empate e duas vitórias nas sete primeiras rondas da segunda volta e vem de um desaire caseiro perante o então lanterna-vermelha Farense (0-1), que “não é para esquecer, mas para valorizar mais aquilo que se fará no futuro”.

“Todos os jogadores têm de assumir em definitivo qual é a situação em que vivemos e fazerem lá dentro aquilo que têm de fazer e, às vezes, não têm conseguido. Não está em causa o valor deles, muito menos a sua honestidade e competência, mas só algumas atitudes que, por vezes, não conseguimos definir e até são comuns no futebol”, vincou.

A derrota diante de um dos diversos adversários diretos na luta pela permanência devolveu os portuenses aos lugares de despromoção direta à II Liga e veio acentuar a urgência de Jesualdo Ferreira ver uma resposta “mais forte” frente ao Belenenses SAD.

“Temos 10 finais e não fomos competentes na última que tivemos com o Farense. Sabendo do orgulho que estes jogadores têm e do respeito pela história do Boavista, a exigência agora é pensar exclusivamente neste jogo, naquilo que temos, sabemos e podemos fazer e atuar com muito coração e uma determinação muito grande”, apontou.

O experiente treinador espera um oponente “forte, muito equilibrado e organizado”, com apenas uma derrota nas últimas oito jornadas e um “treinador competente, sério e competitivo”, que chegou a orientar como futebolista ao serviço do Benfica, em 2002/03.

“É uma situação que nos poderá trazer um grau de dificuldade maior. Neste momento, importa mostrar que somos capazes de discuti-lo à altura, tal como fizemos muitas vezes”, desejou Jesualdo Ferreira, que assistirá ao reencontro de Petit com um clube que representou enquanto treinador e jogador, sagrando-se campeão nacional em 2000/01.

O Boavista vai voltar a competir duas semanas após a paragem para os compromissos das seleções nacionais, durante a qual sete atletas estiveram ausentes e os restantes “recuperaram bem” do contexto “emocionalmente fraco” resultante do último encontro.

“O reagrupamento deu-se na sexta-feira e só ensaiámos o nosso plano de jogo, mas, à medida que os dias iam passando, foi gratificante ver os jogadores ganharem nova alegria, motivação e um empenho muito grande no trabalho. É isso que me dá a garantia de fazermos um jogo à altura da exigência de um clube como o Boavista”, finalizou.

Nuno Santos, recuperado de uma entorse no pé esquerdo, e Chidozie, suspenso na partida com o Farense, devem regressar às opções, enquanto Miguel Reisinho está lesionado e Jorge Benguché isolado, em função de um teste positivo para a covid-19.

O Boavista, 16.º e antepenúltimo colocado, com 21 pontos, visita o Belenenses SAD, no 11.º posto, com 26, no domingo, às 15:00, no Estádio Nacional, em Oeiras, num encontro da 25.ª jornada da I Liga, com arbitragem de Vítor Ferreira, da associação de Braga.

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