Una! (Unam-se!)

Lude! (Joguem!)

Certa! (Lutem!)

Una! (Unam-se!)

Praesta! (Liderem!)

Vince! (Ganhem!)

Este é o hino que abrirá a 1ª edição da final da Liga da Nações, competição que se estreia a nível europeu, em solo português, reunindo, numa final four, Portugal-Suíça, disputado hoje no Estádio do Dragão (19h45), no Porto e Inglaterra-Holanda, amanhã, em Guimarães, no Estádio Afonso Henriques (19h45), a que se seguirá o jogo para definir o 3º lugar e a esperada final, dia 9, respetivamente na cidade Berço e na Invicta.

Composto por Giorgio Tuinfort e Franck van der Heijden e gravado com a ajuda do Coro da Rádio da Holanda e da Orquestra Filarmónica da Rádio, sediada na cidade holandesa de Hilversum, apela, em latim, à união dos povos pelo futebol, apesar de, em campo, a procura pela vitória seja o propósito. "Uma (Unam-se), Lude (Joguem), Certa (Lutem) e Vince (Ganhem)", escutar-se-á.

A prova, recorde-se, entrou com pezinhos de lã na família do futebol europeu. Com uma Europa mergulhada a nível competitivo entre os Europeus e Mundiais, a ideia de Yngve Hallén, presidente da Federação Norueguesa de Futebol, começa a ganhar vida em setembro de 2013 durante o Comité Executivo que teve lugar na cidade de Dubrovnik, Croácia. Apontava para criação de uma prova bianual entre as seleções europeias que surgisse para, de um lado, substituir os “amigáveis”, e, por outro, dar mais competitividade às seleções nacionais.

A competição ganhou forma nos corredores da estrutura máxima do futebol europeu, no então reinado de Michel Platini, e foi aprovada, por unanimidade, no 38º Congresso Ordinário da UEFA, em Astana, a 27 de março de 2014, debaixo da égide do secretário-geral da UEFA, Giovanni Infantino (atual presidente da FIFA). A prova viu a luz do dia com Aleksander Čeferin, eleito em setembro de 2016, que assistiu ao pontapé de partida da fase de grupos que envolveu os 55 países, de setembro a novembro do ano passado, e à decisão sobre que país seria o anfitrião da estreia de mais uma competição entre seleções.

Orgulho, prestígio, via verde para 2020 e um troféu com mão portuguesa

Orgulho, prestígio, um troféu, participação garantida no "play-off" de acesso ao Campeonato da Europa 2020 e prémios. A final da Liga das Nações é tudo isto e tem estreia marcada a norte, no Porto (Estádio do Dragão) e Guimarães (Estádio Afonso Henriques), cidades que cumprem o requisito de estar a menos de 150 quilómetros de distância entre si e cujos estádios obedecem à lotação mínima de 30 mil espetadores.

Comecemos, então, pelo fim. Dinheiro não é a razão de ser da prova que recupera o espírito da velhinha Taça das Nações, que antecedeu o atual Campeonato da Europa.

O primeiro vencedor receberá 10,5 milhões de euros. Um valor a que se chega após somada a participação na fase de grupos (com os direitos centralizados de transmissão televisiva recentemente introduzidos para todos os jogos da qualificação europeia, as 55 bandeiras nacionais receberam uma fatia do bolo de 76 milhões de euros), prémios a atribuir aos vencedores de cada uma das Ligas e na fase final da competição principal, designada Liga A, onde estas quatro equipas se integraram previamente.

Para os quatro finalistas, haverá um regime fiscal favorável aprovado em Conselho de Ministros (em relação aos prémios) que impedirá dupla tributação. Exceção feita a quem resida em Portugal. Como termo de comparação, a França, campeã do mundo, recebeu 32 milhões de euros pelo título obtido na Rússia, em 2018. Logo, dinheiro não é o principal chamariz.

A competição decorreu em paralelo à corrida ao Euro 2020. Aos quatro finalistas está, à partida, garantido, caso não o consigam através da fase de qualificação, o acesso a um "play-off" para estar entre as 24 seleções daqui a um ano. Uma via verde que se manterá doravante.

Inspirado no logotipo da prova, o que acontece pela primeira vez numa competição da UEFA, a “Taça” configura a imagem de uma bandeira que representa as 55 federações nacionais membros da UEFA.

O troféu que será levantado na noite de 9 de junho tem mão portuguesa. Integralmente feito em prata esterlina, com 7,5 kg e 71 centímetros de altura, 10 pessoas da Young & Rubicam Branding, empresa com sede em Nova Iorque e com uma delegação em Portugal, desenvolveram o conceito.

Uma Laranja Mecânica 4.0 e o país do Brexit que “deu” clubes campeões da Europa

Hoje ao fim do dia, Portugal defronta a Suíça de Haris Seferović (jogador que atua no Benfica), seleção que impôs a primeira derrota ao então campeão europeu na caminhada para o Mundial da Rússia 2018.

Amanhã, a Inglaterra, o país do “Brexit” que colocou quatro clubes nas finais europeias deste ano (Liga Europa e Liga dos Campeões) e que afastou a Croácia, vice-campeã mundial antes de chegar à final, defronta o País das Tulipas que parece estar de regresso depois de falhar as fases finais do Euro2016 e do Mundial2018. A “Laranja Mecânica”, versão 4.0, liderada por Ronald Koeman, afastou França e Alemanha, atual e antigo campeão mundial, respetivamente.

Veremos, pois, quem será a Nação a entrar para a história como a primeira a levantar o troféu da nova competição que apela à união dos povos europeus à volta do futebol. E domingo, veremos quem atingirá a Glória (O, cui aeterna gloria?).

Omnes gentes! (Todos os povos!)

Iunctae gentes! (Povos unidos!)

Omnes gentes! (Todos os povos!)

Consistite (Juntos e firmes)

Omnes gentes! (Todos os povos!)

Iunctae Nationes! (Todas as nações unidas!)

Dies venit (Chegou o momento!)

O, dies luxit (Oh, novo dia!)

The Nations League

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