Últimos classificados do grupo I, com um ponto após três jornada, os vitorianos estão a cinco do segundo classificado, precisamente a equipa francesa, e têm de vencer em Guimarães para continuarem a sonhar com o apuramento para os 16 avos de final, pelo que o treinador reconheceu que se o jogo “não é decisivo, anda muito próximo disso”.

Pedro Martins realçou, porém, que o grupo está apenas concentrado em derrotar uma equipa “bem estruturada”, com “jogadores, quer coletivamente, quer individualmente, muito fortes”, até por ter preparado o desafio no rescaldo da vitória sobre o Desportivo das Aves (3-1), para a 10.ª jornada da I Liga.

“Acima de tudo, a confiança e o bem-estar são as vitórias que nos dão. Amanhã, vamos ter as mesmas dificuldades perante um adversário forte, que vai exigir o melhor Vitória a todos os níveis, um Vitória muito consistente”, antecipou na conferência de imprensa de antevisão ao jogo marcado para o estádio D. Afonso Henriques.

O ‘timoneiro’ vitoriano confessou ainda sentir o plantel com capacidade para “uma noite europeia boa”, que encerre um ciclo de 10 jogos seguidos sem triunfos internacionais – o último remonta a 19 de setembro de 2013, com a goleada aos croatas do Rijeka (4-0) -, caso o grupo se exiba ao nível do que fez no início do jogo de Marselha, no qual permitiu uma reviravolta e perdeu por 2-1.

“Vamos ter de defender bem, superar-nos e termos a ousadia que tivemos naqueles primeiros 20, 30 minutos em Marselha, onde surpreendemos o adversário a todos os níveis, quer sob o ponto de vista tático, quer pela ousadia com que perturbámos o adversário”, explicou.

Os minhotos, avisou o técnico, não podem, contudo, esperar facilidades, até porque a turma orientada por Rudi Garcia tem alinhado maioritariamente com habituais titulares na Liga Europa e, a seu ver, vai jogar com o melhor ‘onze’, além de ter vindo a revelar uma “consistência muito grande em termos defensivos”.

Com um plantel em crescimento a nível físico, o técnico recusou ainda uma eventual gestão na equipa titular, tendo em vista o duelo com o Benfica, da 11.ª jornada da I Liga, no domingo, realçando que todas as “fichas serão colocadas nesse jogo”, até porque o clube não se pode desviar agora do objetivo do apuramento, mesmo a “concorrer por fora”.

“O clube nunca conseguiu esse objetivo, que era passar à segunda fase. Depois de tanto trabalho durante um ano inteiro, para chegarmos aqui e querermos dar uma boa imagem do futebol português, do Vitória, da cidade, não faria sentido se não fôssemos à luta”, explicou.

Ao lado do técnico, o médio Francisco Ramos, titular no jogo de Marselha, lembrou que a equipa lusa podia ter trazido “um ponto ou mais” do Vélodrome, após um encontro “definido em detalhes”, e mostrou-se convicto no triunfo, até pelo apoio dos vitorianos que antevê nas bancadas.

“Está visível a toda a gente o que são estes adeptos. Nos momentos mais difíceis, conseguem-nos transmitir uma força extra. A prova disso é que, mesmo na Liga Europa, o jogo com o Salzburgo [1-1] foi o único que nos deu pontos e isso é trabalho nosso e trabalho dos adeptos”, disse.

O Vitória de Guimarães e o Marselha defrontam-se a partir das 20:05 de quinta-feira, no Estádio D. Afonso Henriques, em jogo que será arbitrado por Tamás Bognar, da Hungria.

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