“O Benfica não ter ganhado, não me diz absolutamente nada. Uma equipa não ganha ou perde competência porque perdeu os dois últimos ou três jogos”, começou por dizer o treinador português, que esta época assumiu o comando técnico da equipa ucraniana.

O Shakhtar recebe na quinta-feira o Benfica, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, no primeiro jogo da equipa ucraniana após a paragem de inverno, mais de dois meses após o último jogo, no campeonato, em 14 de dezembro.

Luís Castro desvalorizou os recentes maus resultados do Benfica, duas derrotas, com FC Porto (3-2 fora) e Sporting de Braga (1-0 em casa), e o empate na Taça com o Famalicão (1-1 fora), e apontou que o mesmo treinador, Bruno Lage, conseguiu o título na última época.

“Jamais os últimos resultados podem determinar maior ou menor favoritismo para o nosso lado”, disse, lembrando que o Benfica lidera ainda o campeonato e que Bruno Lage, de quem disse ser amigo, fez uma grande recuperação na última época.

Para o técnico, o jogo de quinta-feira irá colocar frente a frente duas boas equipas, líderes dos respetivos campeonatos, com grandes jogadores, muitos dos quais adversários nos recentes jogos entre Portugal e Ucrânia.

“Determinar um favorito não tem sentido, é uma eliminatória muito apertada, com duas grandes batalhas, a de Kharkiv e a de Lisboa. Com equipas que gostam de futebol de ataque, e em que vai sempre havendo, aqui e ali, espaço para contra-atacar”, disse.

O treinador, que revelou não ter Solomon, admitiu ter ideia da equipa do Benfica até ao meio-campo, mas que tem dúvidas em relação ao que Bruno Lage poderá apresentar na frente, se investirá já tudo, com ou sem Pizzi, se Rafa ou Cervi, Chiquinho, ou se poupa Carlos Vinicius e coloca Seferovic.

“Depende de como o Lage encara esta mão. Acho que vai querer tudo já amanhã [quinta-feira]. Mas não sei, acho que vai ter três homens mais de meio e menos um dez”, adiantou o técnico, referindo que a Liga Europa é para pensar em cada eliminatória.

O responsável disse que a prioridade é o campeonato, que o Shakhtar lidera destacadamente, e que a Liga Europa, após a saída da fase de grupos da Liga dos Campeões, é para ir vendo pelo caminho, sem olhar aos nomes que surjam pela frente.

“O objetivo é chegar o mais longe possível, não olhar ao adversário, mas às nossas ambições”, justificou.

Ao lado de Luís Castro esteve o extremo Konoplyanka, tendo o jogador ucraniano admitido que os recentes maus resultados do Benfica podem “criar instabilidade” na equipa ‘encarnada’, com menos confiança.

“Temos que pensar, sobretudo, no nosso trabalho. Preparámo-nos bem”, acrescentou.

O Shakhtar Donetsk recebe na quinta-feira, em Kharkiv, o Benfica, a partir das 17:55 (horas de Lisboa), em jogo da primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa.

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