Foi a 27 de agosto de 1989 que Garcia assegurou o bronze, em Plovdiv, Bulgária: Pimenta nasceria nesse ano e nos seus 70 pódios em provas internacionais acabou de contribuir pela quinta vez para as oito medalhas lusas em Mundiais absolutos, registo ímpar, seguido de João Ribeiro com três.

“Parabéns Pimenta. Tocas e transformas bronze em ouro. Neste dia especial, que tem a tua idade, voltas a honrar a canoagem e orgulhar todos os portugueses. Parabéns campeão do mundo”, elogiou José Garcia, em declarações à Lusa.

Um dia depois da prata em K1 1.000, Pimenta travou uma batalha dura nos 5.000, distância não olímpica, para bater Max Hoff no sprint final e terminar em 20.46,907 minutos, batendo o alemão por 3,352 segundos, enquanto o bronze foi para o bielorrusso Aleh Yurenia, que gastou mais 13,921.

Bicampeão europeu dos 1.000 metros, o canoísta limiano foi o único português a chegar às medalhas em Racice e hoje conquistou para Portugal a oitava medalha em Campeonatos do Mundo de velocidade.

Teresa Portela voltou ao nível que a celebrizou, marcando presença simultânea nas finais de K1 200 e 500 – algo que não conseguia desde 2014 – sendo sétima e nona, respetivamente, antes de ajudar o K4 500 com Joana Vasconcelos, Francisca Laia e Márcia Aldeias a vencer a final B, fechando assim o ‘top-10’.

Das 11 tripulações em competição, cinco saíram da República Checa nos 10 primeiros, destacando-se os dois pódios de Pimenta.

À exceção do limiano, a equipa masculina sai de Racice sem o brilho habitual, com destaque para o K2 1.000 de Emanuel Silva e João Ribeiro, 17.º classificado depois de ter sido quarto nos Jogos Olímpicos Rio2016.

O novo K4, que passou dos 1.000 aos 500, e que inclui ainda David Fernandes e David Varela, que substituiu Fernando Pimenta, foi igualmente 17.º, depois de ter sido sexto nos Europeus, há pouco mais de um mês.

No caso do K4 feminino, foram apenas 50 milésimos a separar o quarteto dos nove melhores, acabando afastados pela anfitriã República Checa, que terminaria com o bronze.

A C2 1.000 de Hélder Silva e Nuno Silva tem missão mais longa e paciente, já que o primeiro, um dos melhores atletas do mundo em 200 metros, está agora a mudar de distância, forçado pelo novo programa olímpico.

A dupla pagou a ousadia de tentar vir com os mais fortes na semifinal e acabou fora até da final B.

As juniores Márcia Faria e Beatriz Barros estrearam as canoas femininas portuguesas em Mundiais, com um 16.º lugar: face à sua juventude, sobra-lhes margem de progressão, faltando saber se a tempo do objetivo Tóquio2020.

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