A reação foi publicada através da página oficial de Facebook do Clube. Este comunicado surge na sequência do caso hoje revelado pelo jornal Correio da Manhã (CM) de um alegado esquema de corrupção no Sporting no andebol profissional.

No comunicado com sete pontos, o clube liderado por Bruno de Carvalho começa por dizer que "estamos perante o primeiro capítulo de uma campanha, mais uma, que visa exclusivamente denegrir a imagem da instituição Sporting CP" e que repudia "de forma veemente estas notícias, o modo como são construídas e a intenção que lhes está associada". 

O clube lamenta ainda "a quantidade de agentes e empresários, que não conhecemos, que se atrevem a falar em público sobre o Sporting CP" e ameaça mesmo recorrer à justiça: "em relação a esses tomaremos as medidas que em cada caso se imponham para que sejam responsabilizados nas instâncias competentes".

O clube recusa ainda a constituição de um "gabinete de crise" e qualquer associação por essa via às polémicas que envolvem o clube da luz.

"O Sporting CP é um alvo a abater" diz o comunicado, assumindo que tal acontece porque "é o único clube que, genuinamente, continua a lutar e a querer transparência e verdade desportiva em Portugal".

O comunicado termina com os leões a remeterem este caso de alegada corrupção no andebol para a justiça, na expectativa de que "a alegada investigação anunciada pelo Ministério Público seja célere e que vá até às últimas consequências no apuramento da verdade" e dizendo-se "disponível para colaborar em todas as diligências que se entendam necessárias."

Ministério publico confirma investigação

Entretanto, o Ministério Público informou esta manhã que está efetivamente em curso uma investigação um alegado esquema de corrupção relacionado com a compra de equipas de arbitragem no andebol e que envolve o Sporting, confirmou a Procuradoria-Geral da República.

Em resposta enviada à agência Lusa a propósito do caso hoje revelado pelo jornal Correio da Manhã (CM), a PGR confirma a existência de "um inquérito relacionado com a matéria" e dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

Segundo escreve hoje o CM, o alegado esquema de corrupção no andebol envolvia "a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o Futebol Clube do Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder" e abrangeu a época de 2016/17, ganha pelo Sporting.

O CM cita conversas e trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, e que segundo o jornal "mostram como André Geraldes, hoje diretor de futebol do Sporting, coordenava toda a batota".

O jornal publica ainda uma entrevista com um empresário - Paulo Silva -, alegadamente intermediário em todo o esquema, que fala em "fraude nas modalidades", confessa ter alinhado no esquema de corrupção "ao serviço do seu clube do coração [Sporting]" e diz que recebia 350 euros por cada árbitro de andebol que corrompia.

Federação de andebol participa ao MP e ao conselho de disciplina sobre suspeitas de corrupção

A Federação de Andebol de Portugal (FAP) anunciou hoje que vai denunciar ao Ministério Público (MP) sobre a alegada corrupção a equipas de arbitragem por parte do Sporting, remetendo ainda o processo para o Conselho de Disciplina (CD).

Neste comunicado, o organismo diz que a direção da FAP, “tendo tomado conhecimento de noticia que poderá configurar alegados ilícitos de natureza criminal”, vai fazer, “no imediato, denuncia obrigatória ao MP”, cumprindo a legislação em vigor.

“Tendo em vista o apuramento de eventuais responsabilidades de natureza disciplinar, por parte de agentes desportivos que exerçam funções no seio e âmbito da modalidade, a direção efetuará participação, de imediato, ao CD da FAP”, prossegue o organismo, dando conta da sua disponibilidade para “colaborar com as entidades competentes, no sentido de apuramento de eventuais responsabilidades desportivas, civis ou criminais de agentes desportivos filiados na modalidade”.

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