A equipa treinada pelo italiano Carlo Ancelotti, que é o primeiro técnico a conquistar os cinco principais campeonatos europeus, aproveitou a entrada em falso dos catalães, que apenas subiram na ‘La Liga’ de 2021/22 – sem nunca ameaçar os ‘merengues’ – após a substituição do técnico neerlandês Ronald Koeman por Xavi Hernández, mas também o desempenho modesto do Atlético de Madrid, campeão cessante.

Real Sociedad e Sevilha foram os principais opositores do Real Madrid na fase inicial do campeonato, mas cedo se percebeu que a equipa da capital não teria dificuldade em reforçar o estatuto de recordista de títulos, com mais nove do que o ‘Barça’.

Indiferente às dificuldades dos adversários, o Real Madrid fez da regularidade a maior arma e, mesmo sem nunca maravilhar e com alguns percalços no caminho, sagrou-se campeão quando faltam disputar quatro jornadas para o fim da competição.

O sucesso dos ‘merengues’ anda a par das exibições e dos golos de Benzema, melhor marcador destacado da liga, com 26 remates certeiros – mais 11 do que o ex-benfiquista Raul de Tomas e Enes Unal -, e o jogador com maior número de assistências (11), em igualdade com o compatriota Ousmane Dembele (FC Barcelona).

Aos 34 anos, Benzema, que também é o principal responsável pela presença da sua equipa nas meias-finais da Liga dos Campeões (da qual é igualmente o melhor marcador, com 14 golos), deixou de viver à sombra do português Cristiano Ronaldo no Real Madrid desde 2018, e, agora, de Messi em todo o território espanhol.

Os problemas do FC Barcelona ajudam a explicar, se não o sucesso do rival, pelo menos, a facilidade com que foi alcançado. A saída da sua figura tutelar para o Paris Saint-Germain foi consequência da tempestade financeira, responsável por uma política de contratações parcimoniosa e a aposta em jovens talentos da formação do clube.

Quando Xavi Hernández assumiu o comando técnico, o ‘Barça’ ocupava o nono lugar, a 12 pontos do Real Madrid, numa altura em que a sua liderança apenas era disputada por Sevilha e Real Sociedad, ambos a dois pontos de distância, mas a ameaça dos dois ‘outsiders’ não durou muito.

Duas rondas mais tarde, à 15.ª, já os bascos tinham perdido vigor e a derrota por 2-1 sofrida no estádio Santiago Bernabéu pela equipa orientada pelo ex-treinador do FC Porto Julen Lopetegui deixou o colosso de Madrid mais confortável no topo do campeonato, com sete pontos de vantagem sobre os perseguidores, que passou a incluir o Atlético de Madrid.

Naquele momento, ainda antes do fim da primeira volta, o título pareceu encaminhar-se de novo para a capital espanhola, mas para um destinatário diferente, até porque os ‘colchoneros’ seriam batidos por 2-0 pelo rival citadino à 17.ª jornada, fechando uma metade inicial da equipa branca 100% vitoriosa sobre os maiores adversários.

O FC Barcelona, ainda sob a liderança de Koeman, tinha sido derrotado em casa por 2-1, apesar de se ter desforrado há cerca de um mês, quando goleou por 4-0 em pleno Santiago Bernabéu, uma das três derrotas sofridas pelo Real Madrid e a única no seu estádio (as outras ocorreram nos recintos do Espanyol e do Getafe).

O Real Madrid tem o melhor ataque (73 golos) e a segunda defesa menos batida da liga, com 29 sofridos, apenas atrás do Sevilha, que encaixou 28, um registo que teve no guarda-redes belga Thibaut Courtois o responsável máximo, ainda que o central Alaba (ex-Bayern Munique) se tenha revelado um substituto à altura do histórico capitão Sérgio Ramos, colega de Messi no PSG.

No meio campo, o veterano ‘maestro’ Modric continuou, aos 36 anos, a gerir com precisão os ritmos do ataque, beneficiando do trabalho aturado do brasileiro Casemiro e do alemão Kroos atrás de si, municiando Benzema e o seu novo ‘melhor amigo’, o brasileiro Vinícius Júnior, autor de 14 golos e nove assistências.

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