Na porta do estádio do Palmeiras, em São Paulo, os adeptos aglomeravam-se em clima de festa, com fogo de artifício e “gritos de guerra” entoados ao som de tambores e muita música.

Muitos não usavam máscara de proteção facial para evitar a infeção pelo novo coronavírus, doença aparentemente ofuscada pela paixão dos ‘palmeirenses’ pela equipa branca e verde, fundada por imigrantes italianos em 1914, em São Paulo, e que ao longo dos anos se tornou uma das maiores forças do futebol brasileiro.

À Lusa, os adeptos do Palmeiras disseram estar otimistas com a vitória contra o River Plate, equipa tradicional da Argentina que o Palmeiras derrotou por três a zero na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores da América, e foram muito elogiosos em relação ao trabalho de Abel Ferreira.

Matheus Lopes de Lima, de 31 anos, contou estar com a melhor expectativa possível.

“Hoje dentro de casa [no estádio do Palmeiras], com o elenco que temos, é só esperar, será mais uma vitória e seremos campeões invictos, se Deus quiser”, disse.

Sobre Ferreira, Matheus frisou que o técnico mudou o esquema tático da equipa do Palmeiras para melhor.

“O Palmeiras antes, com o [técnico Vanderlei] Luxemburgo, jogava muito mais recuado. Agora com o Abel Ferreira a equipa joga muito mais compacta, a defesa ajuda, ataca junto. Ele chegou para mudar o elenco de jogadores. Há pouco tempo ele chegou e já fez esta mudança”, avaliou o adepto.

Tainá Feliciano Camargo, de 25 anos, era outra adepta da equipa de São Paulo que estava na frente do estádio antes da partida.

“Eu decidi vir aqui porque assistir [a]o jogo em casa não dá. Nesta reta final da Libertadores não tem como assistir em casa. Acho que o Palmeiras hoje leva e vamos para a final”, frisou a ‘palmeirense’.

“Ele tirou leite de pedra, em nosso time [equipa] não estávamos acreditando mais, não acreditávamos em nenhum título neste ano, e o Abel [Ferreira] veio para mudar tudo isto. Estamos muito confiantes com ele. Estamos agradecendo o facto de ele vir para o Palmeiras e acreditar na nossa equipa. Estamos muito felizes com o Abel, ele é um bom técnico”, acrescentou Tainá Feliciano Camargo.

Outro apaixonado pelo Palmeiras que estava na frente do estádio em ritmo de festa antes da partida era Jadson Marques Souza, 33 anos.

O ‘palmeirense’ também avaliou que o técnico português mudou a forma de a equipa jogar desde que desembarcou no Brasil e fez a partida de estreia, no dia 05 de novembro, ou seja, em pouco mais de dois meses.

“Ele como técnico colocou o Palmeiras mais ofensivo, [indo] para o jogo, o que não estava acontecendo com o técnico antigo (…). Ele está sabendo levar os jogadores no vestiário e está sendo a pessoa certa para ganhar a Libertadores no Palmeiras”, concluiu.

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