A derrota com a vice-campeã mundial pode ter consequências gravosas para o futuro de Portugal na prova, uma vez que as duas seleções apuradas transportam o resultado do jogo disputado entre si para Grupo II da ronda principal, que os noruegueses vão iniciar com dois pontos e a equipa lusa em ‘branco'.

Depois do triunfo alcançado na sexta-feira, sobre a França (28-25), uma das potências da modalidade, e no domingo, frente à Bósnia-Herzegovina (27-24), a ‘equipas das quinas' foi incapaz de contrariar a supremacia dos nórdicos, apoiados de forma quase delirante pelos compatriotas em Trondheim.

Portugal não conseguiu exibir a solidez defensiva demonstrada com França e Bósnia e o guarda-redes Alfredo Quintana não conseguiu ser um obstáculo tão intransponível como tinha sido nos dois jogos anteriores, perante a eficácia do genial Sander Sagosen e companheiros.

Num jogo entre duas equipas já apuradas, Portugal susteve o ímpeto inicial da Noruega, mas o ascendente dos nórdicos já se fazia notar a meio da primeira parte, com uma vantagem de quatro golos (10-6), numa altura em que Portugal tinha dois jogadores excluídos.

Perante as dificuldades em ultrapassar a defesa anfitriã, o selecionador Paulo Pereira optou pelo sistema atacante ‘sete contra seis' e conseguiu reduzir a desvantagem para apenas um golo, antes de os escandinavos fixarem, sobre o apito final, o 16-14 ao intervalo.

Um parcial desfavorável de 6-1 no início da segunda parte deixou a equipa lusa a perder por 22-15 perante a seleção que conquistou a medalha de prata nos dois últimos Mundiais e foi já com o guarda-redes Humberto Gomes em campo que se aproximou para três golos de diferença (26-23).

A Noruega ‘puxou dos galões' e, contando também com a exibição inspirada do guarda-redes Torbjoern Bergerud, ao ponto de ter sido designado o jogador mais valioso pela organização, voltou a distanciar-se, fechando a partida com a vantagem confortável de seis golos.

A derrota sofrida hoje em Trondheim dificulta a concretização do objetivo definido por Paulo Pereira, que pretende melhorar o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia, o zénite da participação portuguesa no Europeu de andebol, ao qual está de regresso após 14 anos de ausência.

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