Desde 2004 que a Libertadores passou a contar com uma fase de qualificação, antes dos grupos. A Pré-Libertadores, como ficou conhecida no Brasil, foi uma forma que a Conmebol encontrou de dar mais vagas para os seus países-membros em prol da boa relação política. Esse crescimento no número de participantes trouxe equipas de menor qualidade para a competição.

Por isso, em 2011, a primeira eliminação de um brasileiro nesta fase foi considerada um vexame. Foi o Corinthians, num jogo que marcou a aposentadoria de Ronaldo Fenómeno após a eliminação diante do Tolima-COL. O abismo técnico e, principalmente, financeiro entre as equipas não foi o suficiente para garantir a vitória para os brasileiros. O Corinthians ainda seria campeão em 2012, mas a marca da eliminação (e o gozo dos rivais) durou por muito tempo.

Demorou até 2018 e 2019 para outros brasileiros novamente ficarem pelo caminho nesta fase da competição. A Chapecoense e, depois, o São Paulo fracassaram no começo das suas temporadas perante o Nacional-URU e o Talleres-ARG, respetivamente. Perder para equipas sem tradição de títulos e com orçamentos muito inferiores pode ser, sim, considerado um vexame para São Paulo e Corinthians.

Pesa contra os brasileiros jogar partidas tão importantes, e com o peso do risco do fracasso, tão cedo na temporada. Será apenas o quarto ou quinto jogo do ano para os clubes. Ainda por cima, por ter um calendário como o europeu, clubes de outros países tem pausas menores para o Natal e mantêm uma base de trabalho maior em relação ao ano anterior. Não há tempo a perder, nem espaço para falhas. São duas jornadas eliminatórias, em campos hostis, às vezes na altitude, contra equipas que não tem muito a perder.

Serão postos a prova, a partir desta terça-feira, Corinthians e Internacional, dois ex-campeões da Libertadores. O Colorado de Porto Alegre, começa sua jornada em Santiago, colocando à prova o novo treinador Coudet contra o Universidad de Chile. Já o Timão enfrentará o Guaraní-PAR, em Assunção, e também tem novo treinador, Tiago Nunes.

Por coincidência, são dois novos trabalhos que objetivam jogos mais ofensivos e dinâmicos para as equipas que patinaram durante o ano de 2019. Vencer, costuma criar momentum para as equipas potencializando planteis até medianos, como o do Botafogo em 2017. A derrota acende um sinal de alerta e pode ser um fardo pesado demais para a sobrevivência da proposta dos novos treinadores.

Terão de passar por mais uma eliminatória para enfrentar, na fase de grupos, um desafio ainda maior, criado por um sorteio bastante interessante. Cairão, caso se classifiquem, nos grupos dos seus maiores rivais nacionais.

O Corinthians, vencendo os seus confrontos, estará no Grupo B, do Palmeiras. E o Inter, no Grupo E, do Grêmio. Para o bem do futebol, torcemos todos no Brasil (exceto os adeptos de Palmeiras e Grêmio) para que vençam e nos presenteiem com esses grandes confrontos já na fase de grupos.

Para ficar de olho:

Jogos de ida da segunda fase prévia da Copa Libertadores 2020:

– Terça-feira

Em Santiago: Universidad de Chile (CHI) – Internacional (BRA)
Em Ambato: Macará (ECU) – Deportes Tolima (COL)
Em Medellín: Independiente Medellín (COL) – Deportivo Táchira (VEN)

– Quarta-feira

Em Maldonado: Cerro Largo (URU) – Palestino (CHI)
Em La Paz: The Strongest (BOL) – Atlético Tucumán (ARG)
Em Lima: Universitario (PER) – Cerro Porteño (PAR)
Em Asunción: Guaraní (PAR) – Corinthians (BRA)

– Quinta-feira

Em Guayaquil: Barcelona (ECU) – Sporting Cristal (PER)

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