O dirigente vimaranense disse, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, que os atos vão ser investigados no final do desafio em que os vitorianos perderam com os ‘dragões’ por 2-1 e que ficou marcado pelos alegados atos de racismo de que Marega foi alvo, tendo levado o jogador portista a forçar a sua saída de campo, aos 71 minutos.

“O estádio tem câmaras de videovigilância e, se identificarmos atos de racismo, vamos sancioná-los”, disse.

Miguel Pinto Lisboa criticou, porém, os “comportamentos provocatórios” que o atleta teve para com alguns adeptos vitorianos na bancada Nascente, quando festejou o segundo golo do FC Porto, aos 60 minutos, tendo dito que essa ocasião acabou por “incendiar o espetáculo”.

O dirigente referiu ainda que Marega já teve “comportamentos desadequados” no passado, nomeadamente na época 2016/17, quando representava o Vitória de Guimarães, em que, num jogo com o Nacional, da 10.ª jornada, o maliano agrediu Sequeira, atualmente no Sporting de Braga, foi expulso e abandonou o Estádio D. Afonso Henriques no decurso do jogo, sem autorização do clube.

Miguel Pinto Lisboa recordou ainda que o Vitória de Guimarães enverga as “cores preta e branca” por ter a “igualdade de raça” na sua génese, numa alusão ao fundamento escolhido por Mário Cardoso, jogador do clube em 1932, para desenhar o atual símbolo dos minhotos. O dirigente referiu ainda que o relações públicas do clube, Neno, nasceu em Cabo Verde.

Questionado ainda sobre a violência nos estádios, que aconteceu de novo após o primeiro golo do Porto, aos 10 minutos, com troca de tochas e cadeiras entre adeptos vitorianos e portistas, Miguel Pinto Lisboa realçou que “os agentes desportivos, juntamente com as forças de segurança, têm de atuar em conjunto” para terminar com situações como a que hoje aconteceu nos estádios de futebol em Portugal.

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