A seleção nacional de râguebi (16.ª do ranking mundial) está obrigada a vencer a Polónia (33.ª), sábado (19h00, Sport TV), no Estádio Nacional, na 2.ª jornada do Rugby Europe Championship 2024 (REC 2024) para manter vivas as aspirações de qualificação para as meias-finais do antigo torneio das Seis Nações “B”, atualmente disputado por 8 nações divididas em dois grupos.

“Quando perdemos o último jogo (frente à Bélgica, 10-6, na ronda inaugural do REC 2024) é bom começar a ter um bocado pressão. Somos obrigados a ganhar jogos”, referiu Pedro Bettencourt, 33 internacionalizações, jogador do Oyonnax, do Top 14, primeira divisão francesa.

“Temos sempre de ter pressão quando jogamos pela seleção. Jogamos sempre para ganhar e sobretudo depois do último fim de semana”, acrescentou o profissional de 29 anos, emigrante em França desde 2014 e que passou uma época, 2018-2019, pela Premiership (nos Newcastle Falcons), divisão de elite inglesa, antes de voltar a fixar-se em território gaulês.

créditos: Mariana Lencastre / Luís Cabelo

Ex-CDUP, Bettencourt estreou-se como lobo aos 19 anos, em novembro de 2013, diante as Fiji, em Lisboa. Esteve no campeonato do mundo de França em 2023 e foi “libertado” pelo clube francês para a segunda ronda do REC.

Nas vésperas do primeiro jogo dos lobos em Portugal após o Mundial de Râguebi, o experiente jogador falou sobre do regresso aos treinos, a preparação para o REC 2024, iniciada a 29 de janeiro e a renovação da seleção nacional.

“Passa muito rápido, nem dá muito tempo para pensar noutra coisa que não no plano de jogo e parte tática”, assume. “Tivemos poucos treinos juntos, uma equipa com muitos jogadores novos. Basicamente, é aproveitar o máximo de tempo possível quanto estamos juntos”, reforça.

“Não é muito diferente do que acontece em novos ciclos. É normal com as caras novas essa coesão e integração demore algum tempo. É natural”, reitera.

Para o imediato, o pensamento de todos está centrado numa vitória e a conquista do ponto bónus ofensivo frente à Polónia. “Ainda nem pensámos na Roménia”, confessa, referindo-se ao adversário na última jornada da fase de grupos, dia 17, em Bucareste.

créditos: Mariana Lencastre / Luís Cabelo

Ausências de peso e jovens novidades

Portugal detém uma clara vantagem no histórico de confrontos iniciados em 1973 com a seleção da Europa do Leste. Oito vitórias e três derrotas. Nos últimos sete encontros, Portugal alcançou sete triunfos, sendo que nos dois mais recentes, 2019 (65-5) e 2023 (3-65), marcou 65 pontos em cada.

Para a partida com os polacos, estão confirmadas as ausências dos mundialistas, Raffaele Storti, Rodrigo Marta, Simão Bento e Nicolas Martins, profissionais da Pro 2, segundo escalão profissional francês.

E são três as possíveis estreias por Portugal. O lusodescendente, Lucas Martins (ponta), irmão de Nicolas Martins, surge no XV inicial. Os avançados, Diego Pinheiro Ruiz, lusodescendente, do Grenoble (Pro D2), e Boaventura de Almeida, jogador que trocou, em 2021, o Cascais pelo Section Paloise, clube do Top 14, primeiro escalão profissional francês, aparecem nos 23 convocados para o decisivo jogo.

Entre os convocados, só seis jogadores somam mais de 20 internacionalizações. O capitão, Tomás Appleton (67) e José Lima (56) lideram a lista. Duarte Torgal pode fazer a 20.ª e juntar-se ao lote. E seis lobos estrearam-se no passado jogo (Luka Begic, Abel da Cunha, Hugo Camacho, Hugo Aubry, Pedro Vicente e José Paiva dos Santos, este último, internacional na variante de sevens).

O Belenenses é o clube que mais jogadores fornece à seleção: quatro. Direito (3), Agronomia (3), Benfica (2), Técnico (1) e Cascais (1) são os restantes clubes nacionais a cederem jogadores. Oito emblemas franceses estão representados no mosaico luso, que conta com seis lusodescendentes e dois emigrantes em França, Bettencourt e Boaventura de Almeida.

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