Convidado pela rede BBC Radio Five Live a dizer que desporto ou grande evento poderia competir com a altamente lucrativa Liga Inglesa, Scudamore surpreendeu ao mostrar preocupação com os "videojogos de qualquer tipo” e com “os jovens que passam tempo com os seus aparelhos a fazer todo tipo de coisas para se divertirem, geralmente através das redes sociais".

Para este responsável de um dos maiores campeonatos desportivos do mundo, o ambiente do futebol deve compreender o mundo em que vivem seus jovens fãs, se quiser mantê-los como tal e sob pena de os perder para os e-Sports (competições de videojogos).

"Olhamos para as coisas que os jovens gostam como potenciais concorrentes, por isso tentamos fazer o mesmo para que continuem interessados. É por isso que as atividades comunitárias e interativas são muito importantes para nós", analisou o Executive Chairman da Premier League, cujos rendimentos provenientes dos direitos televisivos explodiram nos últimos anos. 

"Queremos pessoas capazes de se identificar mais facilmente com o jogo que amamos", ou seja, o futebol praticado no relvado e não nos jogos virtuais, acrescentou Scudamore.

O crescimento dos e-Sports levou alguns clubes ingleses como o Manchester City ou o West Ham a contratar os seus próprios atletas para que os representem em competições do género.

Por cá, o Sporting tornou-se no primeiro clube português a criar uma secção de e-Sports, tendo contratado um antigo campeão mundial de FIFA (jogo de simulação futebolística criado pela EA Sports) para encabeçar a sua equipa que participará em competições desse mesmo jogo.

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