Durante quase uma década e meia, o número dois mundial e Roland Garros pareceram feitos à medida um do outro. E só em apenas três ocasiões, o ‘rei da terra batida’ não atingiu o sucesso em Paris, quando perdeu diante Robin Soderling, em 2009, e frente a Novak Djokovic, em 2015, e devido a lesão, no ano seguinte.

Este ano, contudo, além das restrições impostas pela pandemia da covid-19, obrigando o torneio a disputar-se com presença reduzida de público (1.000 adeptos por dia), entre 27 de setembro e 11 de outubro, e dentro de uma ‘bolha’, Roland Garros constituirá um novo desafio para Nadal.

A começar pelas bolas Wilson, que vão substituir as anteriores, da Babolat, com as quais o jogador natural de Manacor venceu os seus 12 títulos do ‘major’ parisiense, o novo teto amovível no ‘court’ Philippe Chatrier, as sessões noturnas e, entre outras, as condições climatéricas de outono, ao contrário das habituais temperaturas de verão nas edições passadas.

Além das mudanças nas condições de jogo, Rafael Nadal, que persegue o 20.º troféu do Grand Slam, terá ainda pela frente forte oposição dos adversários, sobretudo do número um mundial, Novak Djokovic, que ainda não conheceu o sabor da derrota esta época. Em seis torneios disputados, o sérvio ganhou cinco e foi desqualificado nos oitavos de final do US Open, por ter atingido uma juíza de linha com uma bola.

Para lá de Djokovic, campeão em Paris em 2016 e que, aos 33 anos, procura conquistar o 18.º torneio do Grand Slam, o austríaco Dominic Thiem será outro dos maiores desafios de Rafael Nadal, assim como o argentino Diego Schwartzman, com quem perdeu recentemente, pela primeira vez, nos quartos de final do ATP Masters 1.000 de Roma.

“Mesmo que tenha perdido esta semana, continuo a achar, e muitos concordam comigo, que ele [Nadal] é o principal favorito. O recorde que tem, a história dos seus resultados, não podemos colocar ninguém à frente dele. O Diego mostrou que é possível bater o Nadal em terra batida. E as condições em que jogaram, terra pesada, sem muito ressalto, humidade, sessão noturna, vamos ter em Paris”, lembrou o sérvio, depois do 36.º título Masters 1.000 da carreira, conquistado no Foro Itálico.

Depois de conquistar o seu primeiro ‘major’ no US Open, Dominic Thiem, número três mundial, chega mais confiante e motivado a Roland Garros, onde nos últimos dois anos discutiu com o esquerdino balear o título no pó de tijolo parisiense, no qual, este ano, o suíço Roger Federer, recordista de títulos do Grand Slam, com 20 no seu palmarés, não vai marcar presença.

Na competição feminina, a norte-americana Serena Williams volta a assumir o papel de principal candidata ao título, face à ausência da australiana e número um mundial Ashleigh Barty, campeã em Roland Garros em 2019, depois de bater na final a checa Marketa Vondrousova.

Enquanto Barty optou por não mais sair este ano da Austrália, na sequência da pandemia, Serena Williams continua, aos 38 anos, na senda pelo 24.º título do Grand Slam, numa edição de um torneio que não contará igualmente com a participação da japonesa Naomi Osaka, terceira colocada no ‘ranking’ WTA, que ganhou o US Open, a canadiana Bianca Andreescu (sétima), campeã em Flushing Meadows em 2019, e a suíça Belinda Bencic (10.ª).

Três vezes campeã em Paris, em 2002, 2013 e 2015, a número nove mundial terá, contudo, algumas adversárias de peso, como a bielorrussa Victoria Azarenka, com quem perdeu nas meias-finais do US Open, e a romena Simona Halep, campeã do WTA Premier de Roma, esta semana, e de Roland Garros, em 2018.

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