“A minha desilusão no último jogo foi em função das circunstâncias como competimos. Pelas circunstâncias em que competimos e as forças que existiam do outro lado, no fim senti que foi injusto. Foi de muito valor o que fizemos. Perante tantas ausências a jogar num campo difícil, com uma equipa que tinha vários fatores motivacionais, nós termos chegado e jogado com personalidade, confiança e organização, demonstra que somos um plantel com muito potencial para ser aperfeiçoado e que, no momento certo, cada jogador pode dar uma boa resposta”, começou por dizer, em conferência de imprensa.

O conjunto ‘tricolor’ empatou na derradeira ronda no reduto do Rio Ave (1-1), em jogo onde se apresentou sem um terço do plantel, que tem sido fustigado por várias lesões, o que se mantém para a receção ao Boavista, para a 13.ª jornada da I Liga portuguesa.

“Vou sempre encontrar soluções e lamentar as ausências. Gosto de ter sempre todos os jogadores disponíveis, pois são determinantes no resultado final, mas se não temos, vou lutar por outros que estão no plantel. A vida é feita destes desafios, mas isso prova o grupo forte que temos, o trabalho que fizemos com estes jogadores e o nosso nível do trabalho diário. Podemos imaginar se as circunstâncias começarem a ser favoráveis para nós. Acredito que mais coisas positivas possam acontecer”, salientou o treinador.

Na derradeira atualização do boletim clínico, os amadorenses não podiam contar com os guarda-redes António Filipe e Bruno Brígido, os defesas Johnstone Omurwa, Pedro Mendes, Miguel Lopes e Mansur, os médios Aloísio Souza e Pedro Sá e o avançado Ronaldo Tavares, mas Sérgio Vieira ‘abriu a porta’ a algumas eventuais recuperações.

“Até ao último instante, existirá ponderação do que será o melhor a ser decidido. No que refere ao corpo humano, o desporto e a medicina já nos provaram que há sempre algo por descobrir. Não é matemático e temos de ser ponderados. O fator tempo ajuda nessa ponderação, até ao último instante, de poder arriscar ou não. Podem acontecer entradas na convocatória e novidades para este jogo”, frisou Sérgio Vieira, de 40 anos.

Em relação ao Boavista, o treinador ‘estrelista’ espera uma reação de uma equipa que já não vence há quase três meses para o campeonato, que chegou a liderar nas rondas iniciais, algo que justifica também com algumas ausências significativas no adversário.

“Qualquer equipa que não colhe o que gostaria de colher tende, com o tempo, a reagir e tentar lutar para reverter a situação. O Boavista tem um treinador experiente e conta com jogadores de qualidade, é uma equipa com muito valor e bem organizada. Não teve desempenhos e resultados finais, mas poderia ter ganho alguns jogos. Nós vamos sempre com o mesmo espírito de tentar fazer mais e melhor”, alertou ainda o técnico.

Também presente na antevisão, o médio brasileiro Léo Cordeiro, a cumprir a primeira temporada no Estrela da Amadora, embora já se tenha estreado na I Liga ao serviço do Gil Vicente, realçou que esta tem sido a época onde se tem sentido “mais preparado”.

“É a época em que me sinto mais preparado fisicamente e mentalmente. Se calhar, no Gil Vicente, não estava preparado para aquele contexto naquela altura. Aqui consegui assimilar os processos do ‘mister’ e os comportamentos fora e dentro de campo. Sinto-me bem adaptado ao Estrela e a todo o grupo e feliz de estar na I Liga. Foi um processo difícil para chegar aqui, mas estou a procurar fazer o melhor a cada treino e cada jogo, para ajudar o Estrela a fazer um grande campeonato”, sublinhou o atleta, de 28 anos.

O Estrela da Amadora, 12.º colocado, com 12 pontos, recebe o Boavista, nono, com 15, no domingo, às 15:30, em encontro da 13.ª jornada da I Liga, no Estádio José Gomes, na Amadora, com arbitragem de Iancu Vasilica, da associação de Vila Real.

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